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Brasil
22/06/2009 - 18h51

Cristovam sugere que Sarney se licencie da presidência do Senado até apuração das denúncias

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sugeriu nesta segunda-feira que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se licencie por dois meses do cargo até que sejam apuradas todas as denúncias de irregularidades na instituição. Em discurso no plenário da Casa, Cristovam disse que Sarney deve se afastar temporariamente para permitir que as investigações avancem dentro do Senado.

Geraldo Magela/Agência Senado
Segundo o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), José Sarney (foto), deve se licenciar da presidência da Casa por dois meses
Segundo o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), José Sarney (foto), deve se licenciar da presidência da Casa por dois meses

"Que ele peça uma licença de dois meses, 60 dias que sejam, que passe a presidência ao vice-presidente, que eu espero que terá uma velocidade maior [nas investigações] sintonizada com a velocidade da indignação da opinião pública", afirmou Cristovam.

O senador disse que Sarney dará uma "contribuição maior" ao participar dos debates sobre a crise no Senado sem estar no comando da Casa. "Essa mesma sugestão eu fiz ao então presidente Renan [Calheiros] quando começaram os problemas na presidência do Senado [em 2007]", afirmou.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) também defendeu hoje o afastamento de Sarney caso o peemedebista não rompa com ex-diretores acusados de uma série de irregularidades na instituição. Ao classificar os ex-diretores de "criminosos" e 'meliantes', Virgílio disse que Sarney deve romper com a "organização criminosa" que comandou a Casa nos últimos anos.

"A época dos panos quentes acabou. Eu torço para que Vossa Excelência seja capaz de dar as respostas que o Senado precisa. Vossa Excelência precisa romper qualquer laço com essa camarilha. Se disser que não tem condições de romper, não terá condições que continuar à frente desta Casa", afirmou o tucano.

Sarney acompanhou o discurso de Virgílio, mas já havia deixado o plenário durante a fala de Cristovam. O peemedebista ouviu por mais de duas horas discursos de senadores cobrando uma "limpeza" na Casa, mergulhada em denúncias. Depois fez um discurso no qual relembrou as medidas adotadas na instituição desde que assumiu o cargo, em fevereiro deste ano.

Justificativas

Sarney disse que tomou medidas para promover uma "reforma administrativa" no Senado, mas não foi eleito para "limpar a lixeira da cozinha" da instituição. "Eu julguei que, quando fui eleito presidente, era para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a procurar a dispensa ou limpar o lixo das cozinhas da Casa", afirmou Sarney.

O peemedebista admitiu que nomeou o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia há 14 anos, depois de receber um abaixo assinado de "quase todos os senadores" favoráveis ao servidor --responsável por assinar grande parte dos atos secretos editados nos últimos 14 anos ao lado do atual diretor-geral, Alexandre Gazineo.

"Fui presidente somente por dois anos, depois fui sucedido por vários outros presidentes que o mantiveram. E agora estou na presidência há quatro meses, e nesses quatro meses eu levantei o problema da reforma administrativa da Casa", afirmou.

Comentários dos leitores
eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
eduardo braga (38) 28/11/2009 10h54
Mudando de assunto: em que ficou a reforma política? Enquanto permanecer esse sistema político
que aí está não haverá ORDEM E PROGRESSO para o povo brasileiro.Teremos cada vez mais impostos escorchantes, baderna generalizada nos poderes públicos, ausência calamitosa de justiça, e tudo o mais que não presta mas agrada a natureza canalha dos políticos, lobistas, marketeiros e suas
cortes (asseclas).
sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
Alziro Ribeiro da Silva (41) 28/11/2009 08h57
O nosso povo gosta mesmo de tirar sarro, não acham? se é pobre é porque ficam horas nos pronto socorros e ricos como Sarney porque teve mordomias, esse é nosso BRASIL AMADO!!!! sem opinião
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MARCELO SPENCER DE PAULA (597) 28/11/2009 08h39
MARCELO SPENCER DE PAULA (597) 28/11/2009 08h39
"BRASILIA LITERALMENTE A CAPITAL DA CORRUPÇÃO"
Decididamente os pulhas travestidos de políticos abrigados em todos os partidos da nau há muito não se intimidam ou mesmo se acanham ao serem pegos em escutas e gravações onde o tema em questão seja peculato e corrupção.
A falta de vergonha e desfaçatez que envolve os dissolutos políticos de norte a sul é algo que já virou tão constante e corriqueiro que tais práticas hediondas já fazem parte de nosso "bom convívio" onde prevaricar e assaltar o erário se tornaram atos cotidianos.
Pois quantas vezes nesses últimos anos os escândalos oriundos desses imundos murídeos (vulgo mandatários do povo) nos contemplam com "maravilhas" que nos deixam boquiaberto?
De certo que a coisa torpe e licenciosa se tornou bem mais republicana e democrática quando o presidente de nós todos minimiza os deslizes argüindo: como "erros administrativos"
Onde os escândalos do mensalão, cartão corporativos, Sarney e prole, Renan e amantes,
Delúbio rindo e nos tomando por meros otários e tantos outros mais.
E prá fechar o ano com chave de ouro, Brasília reduto e abrigo de todos os sanguessugas da união nos contempla com mais uma bagatela de aberração.
Onde o governador do DF José Roberto Arruda (DEM) que fora duramente desnudado pela PF onde fazia parte de verdadeira orgia e sangria com todas as provas contra si, faz como todos - e alega "eu não sabia DI NADA"
Pergunto, quantas vezes sentiremos vergonha de sermos esbulhados brasileiros?
Spencer
sem opinião
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