Brasil
23/06/2009 - 09h46

Ex-segurança de Lula atua na Petrobras por movimentos sociais

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FERNANDO BARROS DE MELLO
da Folha de S.Paulo

Ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo e um dos mais próximos seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas políticas, José Carlos Espinoza trabalha, desde abril de 2007, na sede da Petrobras em São Paulo.

A Petrobras é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que ainda aguarda sua instalação no Senado.

06.out.2002 - Paulo Whitaker/Reuters
O presidente acompanhado por José Carlos Espinoza (de óculos, atrás de Lula)
O presidente acompanhado por José Carlos Espinoza (de óculos, atrás de Lula)

Espinoza fica no setor de Comunicação Institucional da sede paulista da empresa, mas afirma que sua função é fazer a interlocução com os movimentos sociais. Ele é terceirizado, contratado pela empresa Protemp, sediada em Santo André.

O diretor de Comunicação da Petrobras é Wilson Santarosa, que tem ligações históricas com PT e movimento sindical. Espinoza é um dos 1.150 profissionais da comunicação da Petrobras, segundo quem ele foi contratado pela "vencedora da licitação para serviços de apoio profissional suplementares às atividades de comunicação".

Durante a campanha eleitoral de 2006, Espinoza se afastou do gabinete da Presidência para exercer, no comitê de Lula em São Paulo, a função de encarregado da agenda do então candidato à reeleição.

No meio da campanha, foi citado no escândalo da compra do dossiê contra tucanos. Segundo a revista "Veja", ele se reuniu na sede da superintendência da Polícia Federal com Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência, e Gedimar Passos, assessor da campanha, implicados na compra do dossiê. Na época, a PF e os envolvidos negaram o encontro.

Ainda em 2006, após a prisão dos envolvidos na compra do dossiê, a Folha revelou que o apartamento de Espinoza serviu de local para um encontro entre Freud Godoy e Paulo Ferreira, tesoureiro do PT.

Espinoza deixou o cargo no gabinete presidencial depois do caso do dossiê. Ele afirma que pediu a saída por razões pessoais. "Disse que não queria ficar mais no escritório da Presidência, por motivos pessoais", disse ontem à Folha.

Questionado sobre como surgiu a oportunidade de trabalhar para a Petrobras, afirmou: "Por conta exatamente do meio de campo que foi pedido para eu fazer entre os movimentos sociais e a Petrobras. Conheço o José Rainha [dirigente do MST], o presidente da Contag [Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], o pessoal da Fetraf [Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar]".

Ele disse que tinha vontade de trabalhar na área do biodiesel e conversou com algumas pessoas do governo, entre elas Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Informou que hoje acompanha um projeto no Pontal do Paranapanema e um em Mato Grosso.

Por conta da CPI, entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) fizeram atos de apoio à Petrobras em vários Estados e acusaram a oposição de querer privatizar a empresa. Espinoza esteve em um desses atos, em São Paulo.

Comentários dos leitores
joão nascimento (164) 09/11/2009 19h18
joão nascimento (164) 09/11/2009 19h18
cpi petrobras ja era o governo tem força mesmo lula o sr esta de parabens ninguem consegue depor contra o seu governo e do pt tambem a eleição de 2010 vai julgar voces do pt e aliados espero que a justiça seja feita aos que vivem da falta de saude,segurança e cultura do povo brasileiro 1 opinião
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Marcos Carneiro (34) 09/11/2009 18h23
Marcos Carneiro (34) 09/11/2009 18h23
Será que dá para determinar que regime de Governo o Planalto adotou para o Brasil? Porque democracia nos dias de hoje só existe no papel, de fato estamos ficando a cada dia mais longe dela. Quem estará inspirando sua excelência Luiz Inácius I nas ultimas ações desencadeadas pelo Planalto? Os paraguaios Solano, Francia, Strossner? O Venezuelano Juan Gómez? Os argentinos Manuel Rosas e Perón? Pode ser que seja o chileno Pinochet. Seja lá quem for é melhor parar com esse sonho impossível, o Brasil não mais suporta ditadores, enganam-se os tecnocratas engravatados do Planalto em achar que o povo vai continuar trocando seu voto pelos míseros "bolsas eleitoreiros" sem atentar para as indecências diárias praticadas por alas do executivo, com o consentimento do legislativo, na retirada da votação do reajuste das aposentadorias e pensões de quem construiu esse país, na blindagem nas CPI's, na limitação do TCU como forma de proteger as sacanagens licitatórias, e para muitas outras imoralidades controladas pela ditadura palaciana através da sua "base aliada", que belo nome... Mas chega a dar arrepios só de pensar na forma como são determinadas votações contrárias ao povo, pagas com o dinheiro do povo brasileiro, é muita imoralidade. Chega de pão e circo para o povo sua Excelência Luiz Inácius I. 2010 estão chegando, vamos fazer valer a única coisa que podemos controlar sem os olhares malignos do planalto... O nosso voto. Que Deus ilumine a Inteligência adormecida do povo brasileiro. 1 opinião
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Bolinha da Lulu (683) 09/11/2009 18h12
Bolinha da Lulu (683) 09/11/2009 18h12
Cpi da petrobras.
Nem sei para que abriram isso, pois era jogo de cartas marcadas como a CPi do MST. Terem abandonado a CPI foi uma atitude que deveria ter ocorrido no começo dela não agora perto do final, pois agora tem certeza que não ria dar em nada. Infelizmente a oposição tem que achar meios mais contundentes para fazer oposição.
Meios que atinjam o objetivo. Não apenas crie uma saia justa, mas algo contundente que permita o povo perceber o que é o governo petista. Para isso tem que se cortar na própria carne, isso é acabar com as falcatruas que também situação e oposição conhecem tão bem, caso não se faça nada por isso, estaremos votando em uma só posição. O partido DO CADÊ O MEU.
sem opinião
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