Lula defende reforma partidária para acabar com corrupção na política
DIANA BRITO
da Folha Online, no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje uma reforma política para acabar com a corrupção. Segundo ele, vai ser difícil acabar com os escândalos se não houver mudança na estrutura partidária atual.
"Temos dito que se não houver reforma política, se a estrutura partidária continuar como está, será difícil evitar que essas coisas aconteçam", disse ele.
Lula afirmou que o povo também pode mudar essa situação de escândalos através do voto. "O povo já viu muitos escândalos ao longo da história, é o que mais vemos. Temos eleições a cada quatro anos e a chance de mudar as coisas. 2010 tem eleição, é uma oportunidade para o povo escolher as pessoas que possam ser seus representantes."
Sobre a crise no Senado, Lula disse o Planalto não vai interferir nela. "O governo não vai fazer disso uma causa nacional, temos coisas mais importantes para discutir no Brasil", disse.



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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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