Procurador pede quebra de sigilo telefônico de gerente executivo da Petrobras
da Folha Online
Atualizado às 20h48.
O procurador da República Mário Lúcio Avelar pediu à Justiça Federal de Cuiabá (MT) a quebra do sigilo telefônico do gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa.
Santarosa é suspeito de envolvimento com o escândalo dos "aloprados", em que petistas negociaram um dossiê contra tucanos para usar nas eleições de 2006.
O procurador acompanha o caso desde a noite de 15 de setembro de 2006, quando a Polícia Federal prendeu dois petistas com reais e de dólares. Na ocasião, foram apreendidos R$ 1,7 milhão com petistas em um hotel em São Paulo.
Detidos em flagrante num quarto de hotel, Valdebran Padilha e o então assessor da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gedimar Passos, disseram que se encontraram para negociar um dossiê contra tucanos. Na ocasião, Lula batizou os petistas que atuaram na operação de "aloprados".
O caso foi apurado na CPI dos Sanguessugas, que concluiu haver indícios de pessoas ligadas à Petrobras no episódio, e recomendou à Procuradoria e à Polícia Federal que investigassem a suspeita.
Tanto Santarosa quanto o empresário Paulo Eduardo Nave Maramaldo, sócio da empresa NM Engenharia, trocaram ligações com Hamilton Lacerda no período de negociação do dossiê. Ex-assessor do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Lacerda foi identificado pela PF como o homem que transportou o dinheiro que seria usado na aquisição do material contra o PSDB.
O procurador afirmou à Folha Online que quer investigar os contratos da Petrobras com a NM Engenharia e Anticorrosão, contratada da estatal.
O inquérito concluído pelo delegado da PF Diógenes Curado Filho aponta que o dinheiro apreendido saiu do caixa dois da campanha de Mercadante, que disputava o governo de São Paulo. O policial indiciou o senador, os dois detidos no hotel e outras quatro pessoas por crime eleitoral.
Como Mercadante foi citado, o caso subiu para o STF (Supremo Tribunal Federal), único que pode investigar um senador. A Corte, no entanto, anulou o indiciamento por ausência de provas. Depois disso, o inquérito retornou para a Justiça Federal de Cuiabá (MT).
Outro lado
Em nota, a Petrobras informa que "desconhece qualquer pedido de quebra de sigilo na Justiça em Cuiabá".
"Este assunto é a retomada de tema de 2006 sobre o qual a Petrobras, já naquele período, prestou todos os esclarecimentos. Como já foi informado em 2006, Wilson Santarosa falou algumas vezes por telefone com Hamilton Lacerda, que solicitou ingressos para Fórmula-1 e adesão a jantar de apoio ao então candidato Aloizio Mercadante. Desde então, não surgiu nenhum dado novo que justifique suspeitas ou investigações", diz a nota.
A estatal informa ainda que "que não há qualquer envolvimento do gerente executivo da Comunicação Institucional, Wilson Santarosa, no que a imprensa chamou de "escândalo dos aloprados". "Qualquer insinuação nesse sentido está baseada em informações tendenciosas. Wilson Santarosa nunca foi intimado pela Polícia Federal nem convocado pelo Ministério Público a dar explicações nas investigações citadas. Ele desconhece a NM Engenharia e Anti-Corrosão Ltda. e seus sócios."
Com Folha de S.Paulo
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Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
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CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
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-- o seu dinheiro é a nossa energia --
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Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
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