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Brasil
24/06/2009 - 19h04

Senado manda investigar contas paralelas após descoberta de saldo de R$ 3,7 mi

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da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou hoje que a comissão de sindicância interna investigue duas contas paralelas da Casa. O novo escândalo aparece logo depois do Senado afastar dois diretores supostamente envolvidos com os 663 atos secretos usados para nomear, exonerar e aumentar salários.

A existência das contas na Caixa Econômica Federal foi descoberta pelo presidente da CFT (Comissão de Fiscalização e Controle) do Senado, Renato Casagrande (PSB-ES).

Casagrande pediu o encerramento de duas contas paralelas. As contas não integram a chamada conta única do Tesouro Nacional, obrigatória na administração pública federal. As duas contas teriam o objetivo, segundo o senador, de movimentar recursos de fundos vinculados à instituição.

Tendo como base relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que fez um "raio-x" da estrutura do Senado, Casagrande identificou a existência de fundos no valor de R$ 3,740 milhões depositados nas duas contas paralelas, criadas na Caixa Econômica Federal.

"Trata-se de ocorrência preocupante diante da grave situação administrativa por que passa nossa instituição. A manutenção de recursos por um órgão da administração direta fora da conta única do Tesouro é matéria de legalidade extremamente duvidosa à luz dos atuais preceitos constitucionais", disse Casagrande.

Após pedir explicações sobre as contas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o peemedebista determinou que a comissão de sindicância da Casa investigue as contas paralelas.

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que os responsáveis pelas contas devem ser punidos. "É preciso ver se a conta é específica ou não, porque pelo que parece, não teve movimentação recente. Se era economia para o Senado, parabéns. Se era outra intenção, coitado de quem fez. Vamos punir os culpados."

Providências

Casagrande pede que o presidente do Senado recolha à conta única do Tesouro, mediante GRU (guia de recolhimento da União), os saldos das contas paralelas, assim como qualquer outra conta nas mesmas condições.

O senador ainda pede que seja excluída do futuro regulamento administrativo do Senado a possibilidade de manutenção de recursos próprios em contas bancárias fora da conta única do Tesouro Nacional.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h37
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h37
Brasil é uma bolha especulativa de marketing.
Um cenário de atores, empresas financiando esquemas e publicidades do atual governo.
Sociedade internacional estão nos ajudando por interesses naturais que futuramente irão aparecer.
[]s
Eduardo
sem opinião
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M Mig (2135) 02/12/2009 17h53
M Mig (2135) 02/12/2009 17h53
E então? Saiu a tal matéria na revista Veja sobre a fase que vivemos no Brasil ser a melhor dos últimos trinta anos?? sem opinião
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adali adali (183) 02/12/2009 14h08
adali adali (183) 02/12/2009 14h08
O mensalão mineiro de Eduardo Azeredo do PSDB tem o seu filhote no DF, o mensalinho de Arruda do DEM. A CPI do Mensalinho deixará os deputados distritais de fora da investigação, os ratos definirão o destino do queijo, ingrediente indispensável na pisa no planalto central tucanodemonizado. sem opinião
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