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Brasil
26/06/2009 - 08h19

Procurador-geral é elogiado no STF em sua última sessão

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Em sua última sessão no Supremo Tribunal Federal como procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza foi homenageado ontem pelos ministros da corte, que elogiaram seu estilo "discreto", mas "firme" e "independente de atuar.

Souza fica no cargo até o próximo domingo, dia 28, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escolhe o seu sucessor. Estão na disputa o atual vice-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que foi o mais votado pela categoria, e os subprocuradores Wagner Gonçalves e Ela Wiecko.

O escolhido ainda terá de passar por sabatina no Senado. Souza será temporariamente substituído pela atual vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público, a subprocuradora-geral da República Deborah Duprat.

Dois dos ministros chegaram a afirmar que gostariam de vê-lo, no futuro, como ministro do Supremo. Cezar Peluso, por exemplo, disse que, se pudesse escolher, Souza é quem seria seu "candidato a uma cadeira nesta corte". Já a ministra Cármen Lúcia afirmou que sua saída "talvez seja temporária. Talvez [Souza] volte de outra forma [ao STF]".

Souza ficou no cargo nos últimos quatro anos. Foi o autor das denúncias do mensalão, que transformou 40 pessoas em réus, entre elas dois ex-ministros do governo Lula, e do caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, contra o hoje deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Durante o seu mandato, apresentou ao todo 45 denúncias, 141 pedidos de instauração de inquéritos, 130 ações diretas de inconstitucionalidades, entre outros tipos de ação.

 

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