Aliados esperam que pressão por saída de Sarney acabe com fim de semana sem denúncias
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em conversas com aliados nesta sexta-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se mostrou disposto a permanecer no cargo em meio à crise política que atinge a instituição. Apesar da pressão de vários senadores para que Sarney se afaste temporariamente da presidência, a expectativa de senadores ligados ao peemedebista é que as denúncias comecem a reduzir gradativamente --o que lhe daria fôlego para permanecer no cargo.
A Folha Online apurou que senadores do grupo ligado a Sarney consideram este fim de semana decisivo para o senador. Se surgirem novas denúncias de supostas irregularidades envolvendo familiares do presidente da Casa, a situação do parlamentar pode piorar. Do contrário, apostam que o calendário vai agir em favor do peemedebista.
Na próxima semana, os aliados de Sarney avaliam que as atenções da Casa vão estar voltadas para a instalação de duas CPIs: da Petrobras e do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) --o que pode tirar o parlamentar do "fogo cruzado". Depois disso, acreditam que o Congresso vai entrar em ritmo de recesso parlamentar, dando chances para Sarney sobreviver à crise.
Os senadores ligados ao peemedebista avaliam que, com a divulgação dos resultados das comissões de sindicância criadas na Casa para apurar denúncias de corrupção e atos sigilosos, o presidente Sarney terá chances de mostrar sua disposição de "limpar" a estrutura administrativa do Senado.
Alianças
Os aliados de Sarney vão dedicar os próximos dias à costura de alianças que sustentem o peemedebista no comando da Casa. Apesar da ameaça do DEM de fixar condições para manter o apoio ao peemedebista, o grupo pró-Sarney acredita que ainda tem chances de convencer o partido a não mudar de posição.
Sarney vai procurar, por meio de aliados, as legendas que lhe deram sustentação nas eleições para a presidência da Casa: PMDB, DEM, PTB e PP, entre outros partidos.
Apesar do desgaste do senador junto à opinião pública, os aliados de Sarney apostam nas alianças dentro da Casa que permitem a sua permanência no cargo. Se perder força dentro do Senado, o próprio grupo pró-Sarney reconhece que sua situação ficaria insustentável.
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Ele repousa a decadas no Senado, na Presidencia...
Só acorda para levar mais alguns R$ para sua conta, arrumar uma boquinha para parentes....
Deveria repousar eternamente mas nao em Berço explendido....
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