Virgílio rebate denúncias e diz que Sarney não tem condição moral de ficar à frente do Senado
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), subiu o tom do discurso nesta segunda-feira e responsabilizou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seus aliados pela divulgação de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia, teria mantido funcionário fantasma em seu gabinete e ultrapassado limites com gastos de saúde. Segundo Virgílio, são denúncias "sarneianas", "agaceianas" para calar quem pressiona pela saída de Sarney.
O tucano afirmou que foi informado que as informações foram divulgadas após uma reunião de Sarney com o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF).
"Essa informação foi resultado de uma reunião sua [Gim], do Renan Calheiros e do presidente Sarney. Uma tática que visaria calar não um dos que estavam falando, mas o primeiro que não silenciou e nem silenciará para azar daqueles [...]. O presidente Sarney não tem mais condição moral de permanecer à frente desta casa", disse.
Virgílio cobrou uma investigação de colegas que ocuparam a primeira secretaria do Senado nos últimos 14 anos, durante a gestão de Agaciel. O líder do PSDB pediu a demissão de Agaciel, do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e do ex-diretor-geral Alexandre Gazineo. "Quero demissão do Agaciel, Zoghbi, Gazineo. Quero investigação dura e transparente sobre os senadores que ocuparam a primeira secretaria durante a gestão de Agaciel Maia", afirmou.
Segundo Virgílio, há senadores envolvidos nos esquemas de irregularidades que estão sendo investigadas pela Casa. "Tem senador que apadrinhou esse corrupto [ Agaciel] a fazer usufruto do que ele desviou dessa casa", disse.
De acordo com a reportagem da revista "IstoÉ", Agaciel teria depositado na conta de Virgílio US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular a Paris, em 2003. A revista diz ainda que o Senado teria pagado R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.
Virgílio disse que pediu que o subchefe de seu gabinete, Carlos Homero Vieira Nina, tentasse resolver o problema de seu cartão porque era casado com uma alta funcionária do Banco do Brasil. Segundo Virgílo, partiu de Vieira Nina procurar Agaciel.
Virgílio sustentou que o dinheiro foi ressarcido. "Se eu quisesse um empréstimo teria ligado para algum amigo rico. Não ligaria para amigo pobre. Procurei o Nina porque ele é marido de uma ex-funcionária do alto escalão do Banco do Brasil. Foi decisão dele procurar o Agaciel que o considerava um amigo", disse.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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