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Brasil
29/06/2009 - 17h25

Virgílio rebate denúncias e diz que Sarney não tem condição moral de ficar à frente do Senado

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), subiu o tom do discurso nesta segunda-feira e responsabilizou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seus aliados pela divulgação de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia, teria mantido funcionário fantasma em seu gabinete e ultrapassado limites com gastos de saúde. Segundo Virgílio, são denúncias "sarneianas", "agaceianas" para calar quem pressiona pela saída de Sarney.

O tucano afirmou que foi informado que as informações foram divulgadas após uma reunião de Sarney com o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF).

"Essa informação foi resultado de uma reunião sua [Gim], do Renan Calheiros e do presidente Sarney. Uma tática que visaria calar não um dos que estavam falando, mas o primeiro que não silenciou e nem silenciará para azar daqueles [...]. O presidente Sarney não tem mais condição moral de permanecer à frente desta casa", disse.

Virgílio cobrou uma investigação de colegas que ocuparam a primeira secretaria do Senado nos últimos 14 anos, durante a gestão de Agaciel. O líder do PSDB pediu a demissão de Agaciel, do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e do ex-diretor-geral Alexandre Gazineo. "Quero demissão do Agaciel, Zoghbi, Gazineo. Quero investigação dura e transparente sobre os senadores que ocuparam a primeira secretaria durante a gestão de Agaciel Maia", afirmou.

Segundo Virgílio, há senadores envolvidos nos esquemas de irregularidades que estão sendo investigadas pela Casa. "Tem senador que apadrinhou esse corrupto [ Agaciel] a fazer usufruto do que ele desviou dessa casa", disse.

De acordo com a reportagem da revista "IstoÉ", Agaciel teria depositado na conta de Virgílio US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular a Paris, em 2003. A revista diz ainda que o Senado teria pagado R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.

Virgílio disse que pediu que o subchefe de seu gabinete, Carlos Homero Vieira Nina, tentasse resolver o problema de seu cartão porque era casado com uma alta funcionária do Banco do Brasil. Segundo Virgílo, partiu de Vieira Nina procurar Agaciel.

Virgílio sustentou que o dinheiro foi ressarcido. "Se eu quisesse um empréstimo teria ligado para algum amigo rico. Não ligaria para amigo pobre. Procurei o Nina porque ele é marido de uma ex-funcionária do alto escalão do Banco do Brasil. Foi decisão dele procurar o Agaciel que o considerava um amigo", disse.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
sem opinião
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 1 opinião
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Coitadinha da Srª Katia Abreu, chorou na tribuna"
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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