Brasil
29/06/2009 - 19h00

Senador Tião Viana diz que recebeu oferta de empréstimo de Agaciel Maia

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O senador Tião Viana (PT-AC) afirmou hoje que recebeu uma oferta de empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia. Em entrevista a revista Época, o petista afirmou que recebeu oferta de ajuda em dinheiro de Agaciel e ter ouvido dele a afirmação de que costumava fazer empréstimos a senadores "a fundo perdido", sem a necessidade de devolução.

Procurado pela Folha Online Tião confirmou, por meio de sua assessoria, a informação. O senador está em São Paulo acompanhando o tratamento de saúde de um familiar e deve retornar ao Congresso nesta terça-feira.

Segundo contou à revista, a oferta ocorreu durante a tentativa do petista de cancelar um plano de previdência. "Eu tinha dois planos de previdência. Um da Universidade Federal do Acre e outro do Senado. Como naquela época minha mulher, que é arquiteta, estava praticamente sem trabalho, o pagamento ao Senado, cerca de R$ 1,3 mil por mês, ficou pesado. Fui ao Agaciel pedir para suspender esse pagamento. Ele me disse que poderia pagar o plano para mim, como fazia com outros senadores a quem concedia empréstimos a fundo perdido. Não aceitei", afirmou o petista.

Assinaturas

Ex-integrantes da Mesa Diretora do Senado já confirmaram à Folha Online que era uma prática comum do ex-diretor-geral recolher assinaturas individuais dos senadores que compõem o órgão para transformar decisões administrativas em conjunta. A suspeita de senadores é que os documentos tenham sido transformados em atos secretos.

Tião Viana (PT-AC) afirmou que foi procurado por Agaciel para assinar documentos que seriam "urgentes" e que não poderiam esperar a próxima reunião da Mesa Diretora. Viana, no entanto, disse que nunca assinou porque não confiava em Agaciel.

"A nossa relação era delicada porque ele sabia que eu não confiava nele. Sempre que ele me pediu para assinar documentos urgentes, eu pedia mais tempo para que o material fosse examinado pela minha equipe", disse o petista.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2697) 08/11/2009 21h53
Antonio Fouto Dias (2697) 08/11/2009 21h53
Antes da abertura desse processo, que já devia ter sido instaurado à tempo, deveriam verificar no arquivo quando se deram as nomeações desses funcionários fantasmas, cujo número a princípio era bem superior ao atual.
Creio que é só verificar a data da nomeação e em que gabinete foi sua lotação, uma vez que com essas informações já se sabe o Senador que efetuou a respectiva contratação.
Para isso creio não necessitar de nenhum catedrático da área e, uma vez tudo isso levantado, aí sim, se instaura um processo de responsabilização e não como o que está sendo proposto.
Outro motivo de transparência seria a divulgação dos nomes dos "fantasmas" e suas respectivas lotações, mas pelo comportamento do Senado, dificilmente isso ocorrerá.
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Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. 2 opiniões
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Luís da Velosa (1381) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1381) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. 1 opinião
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