Veja opiniões do novo procurador-geral da República
da Folha Online
O subprocurador Roberto Monteiro Gurgel Santos, escolhido hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a Procuradoria-Geral da República, é contrário ao foro privilegiado a quem não está exercendo cargo público. A opinião faz parte de enquete feita pela Folha com os seis candidatos que participaram da eleição para escolha do novo procurador-geral.
Gurgel, indicado para o lugar de Antonio Fernando Souza, ainda precisa ser sabatinado pelo Senado antes de assumir o novo cargo.
| Divulgação |
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| Roberto Gurgel vai assumir a Procuradoria Geral da República no lugar de Souza |
No questionário da Folha, Gurgel disse que o foro privilegiado deveria ser restringido. "A prerrogativa de foro, em matéria penal, deve ter aplicação tão restrita quanto possível e não deve alcançar quem não mais ocupa o cargo", afirmou ele.
Ele também defendeu o direito de o Ministério Público investigar suspeitos. Quem é contra diz que a Procuradoria só deve dirigir investigações da polícia. "O Ministério Público deve dispor de ambos poderes investigatórios, assegurando, evidentemente, o controle judicial de atuação abusiva", disse.
Escolha
O nome de Gurgel foi escolhido por meio da listaa tríplice --que continha os nomes dos três candidatos mais votados na eleição na ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Também estavam na lista os subprocuradores Wagner Gonçalves e Ela Wiecko.
A eleição, que contou com 1.069 votos, deu a Gurgel 482 votos, contra 429 votos de Gonçalves e 314 votos para Ela.
Como aconteceu das últimas vezes, o presidente indicou o nome que recebeu mais votos. A expectativa é de que Gurgel tenha sido a opção da continuidade.
Gurgel é afável e bem conhecido na Procuradoria, pois cuidava dos concursos de ingresso na carreira, uma função estratégica.
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O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
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