Brasil
30/06/2009 - 10h59

Neto de Sarney intermediou seguro de vida para servidores do Senado

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Os negócios fechados por José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com a instituição não são restritos aos empréstimos consignados. José Adriano é sócio da Sacris Consultoria que atuava em parceria com o Grupo MBM e também intermediava seguro de vida para servidores da Casa.
As negociações realizadas por José Adriano aumentaram a pressão para que Sarney se afaste do cargo. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), apresentou ontem uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Sarney e pediu que ele fosse investigado também por causa dos negócios do neto.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", o MBM costumava oferecer aos servidores do Senado dois produtos: seguro de vida com direito a resgate após um ano e o chamado seguro contra acidentes pessoais, que inclui assistência funeral. Corretores de seguros, assim como os vendedores de crédito consignado, recebem comissão pelos contratos fechados.

O gerente do escritório da MBM em Brasília, Roberto Toledo afirmou ao jornal que a parceria com a empresa do neto de Sarney era informal e que surgiu após uma indicação do HSBC.

Procurada pela Folha Online a assessoria do presidente Sarney não quis comentar a reportagem.

O presidente do Senado encaminhou neste fim de semana uma carta aos 80 colegas se defendendo das denúncias de que seu neto teria sido favorecido em negociações com a instituição. Sarney reconhece que a Sacris intermediava empréstimos consignados para servidores da Casa, mas afirma que não interferiu nos negócios do neto.

"Nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem. Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam", afirma o documento.

Em nota divulgada na quinta-feira, o presidente do Senado afirmou que existe uma "campanha midiática" contra sua permanência no comando da Casa porque apoia o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sarney disse que seu neto tem qualificação profissional para intermediar empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores do Senado.

"As explicações do meu neto, pessoa extremamente qualificada com mestrado na Sorbonne e doutorado em Havard, são suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo", disse.

A suspeita é que o neto de Sarney esteja envolvido no esquema de empréstimo consignado para servidores do Senado. De 2007 até hoje a empresa de José Adriano teve autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos com desconto na folha de pagamento.

Adriano Sarney é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O neto do presidente do Senado disse, na reportagem, que sua empresa fatura por ano menos de R$ 5 milhões. De acordo com o jornal, José Adriano abriu a empresa quatro meses depois que o então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, inaugurou assessoria para intermediar os contratos no escândalo que o afastou do cargo.

Comentários dos leitores
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Meu Deus! Mas esse cara não tem limite mesmo! Cadê a Justiça? Anda de braço dado com sir Sarney?E dai não tem dinheiro para o reajuste justo e decente aos aposentados? Claro! VaI TUDO para o bolso dos politicos descarados, com bolso sem fundo e o governo deixa por isso mesmo. O ministro da justiça deveria é exercer a atividade para a qual foi escolhido e fazer jus a fortuna que ganha por isso, dando um basta a todos esses desmando e não se juntar a eles! sem opinião
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O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
Esses "filhos" ainda acabam com a gente...
Uma hora, é o "Filho do Brasil", outra é o "Filho do Sarney" que recorre ao STF para manter censura a jornal...
Se o STF, concordar com o pedido ou declarar que não é da "compretência" deles julgar, pode ficar certo que:
Acontecendo isto, o STF, deixaria de ser uma instituição isenta e confiável, e não segue mais nossa Constituição...
sem opinião
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joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
ate quando esse coronel do bigode vai manter o poder no brasil,ha impressão é que ele deve saber dos podres do poder judiciario e usa para por exemplo cala a imprensa, isso é uma vergonha diria o boris. sem opinião
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