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Brasil
30/06/2009 - 15h45

Câmara adia análise de arquivamento da PEC do terceiro mandato

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara adiou para a próxima semana a votação do parecer do deputado José Genoíno (PT-SP) que defendeu o arquivamento da PEC (proposta de emenda constitucional) que trata do terceiro mandato. O petista apresentou seu voto, mas um pedido de vistas coletivo impediu que o texto fosse votado.

A expectativa é de que o parecer seja aprovado e a PEC enterrada. As duas maiores bancadas, PT e PMDB, orientaram seus parlamentares a votar com o relator. No parecer, Genoino sustenta que a PEC é uma medida "casuística" e "fulminada de inconstitucionalidade".

Na avaliação de Genoino, pelo menos três pontos são inconstitucionais. O primeiro seria o desrespeito ao princípio republicano e o outro o benefício dos atuais governantes. "Não se pode mudar as regras durante o jogo para favorecer quem está no poder. Isso sem dúvida é inconstitucional", disse.

O deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), autor da PEC criticou o relatório do petista e o acusou de ser parcial, ao analisar a PEC a partir de suas "ideologias" políticas. "Há uma contradição forte nesse parecer. O deputado fez uma análise pessoal. Ele está sendo incoerente com o que a própria Casa já decidiu antes, quando aprovou a reeleição. O que está em discussão é uma tese sobre duas reeleições continuadas e ele não avaliou isso. Ele deveria ter apresentado outro argumento", afirmou.

O deputado reclamou que foi "abandonado" pelo PMDB. "O PMDB me faltou. Agora, o que não entendo essa decisão da liderança, sendo que mais da metade da bancada assinou a PEC. O partido deveria ter discutido melhor essa tese", disse.

Barreto sinalizou que não deve utilizar o amparo regimental para apresentar um recurso para que o plenário se posicione sobre o texto. O recurso precisaria da assinatura de pelo menos 51 deputados. "

Caso o voto do petista seja derrubado, o presidente da CCJ, deputado Tadeu Felipelli (PMDB-DF), terá que escolher outro deputado para analisar a proposta. A PEC permite duas reeleições continuadas para prefeitos, governadores e presidente da República e ainda estabelece um referendo para consultar a população sobre o terceiro mandato do presidente da República.

A CCJ tem apenas a função de analisar se a PEC é constitucional. A tramitação da proposta começou tumultuada na Câmara. Depois de uma tentativa fracassada, Barreto conseguiu o apoio de 176 deputados favoráveis à PEC --cinco a mais do que o mínimo necessário-- o que permitiu à Secretaria Geral da Mesa da Câmara reconhecer a proposta, dando início à sua análise na Casa.

Comentários dos leitores
jose valias (347) 30/11/2009 10h45
jose valias (347) 30/11/2009 10h45
Com o mensalão do PT não deu nada. Quem não renunciou teve a acusação engavetada e todos estão de volta. Com o DEM pouco mudará, é só surgir outro escandalo e este estará esquecido. Dinheiro na meia não é pior que na cuéca, politico do DEM não é pior nem melhor que do PT. Brasilia é isto mesmo, nossos homens publicos são iguais no interesse pessoal, o voto é obrigatório e isto os mantem no poder. Nenhum partido é a favor de voto facultativo. Do jeito que está é muito bom para eles e nada vai mudar enquanto o povo não agir. Nós nos acostumamos com os escandalos e a impunidade total para politícos, os tres poderes estão podres. E Olhem os candidatos para as próximas eleições. Existe esperança ??????? 5 opiniões
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Wellington Silva (58) 30/11/2009 10h40
Wellington Silva (58) 30/11/2009 10h40
Quero Dilma na presidência. Serra não acerta um viaduto e acha que tenha competência pra governar um país como o Brasil pós-Lula. 5 opiniões
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Sr.Henrique Silva, estamos num regime democratico(supostamente) onde a propaganda partidaria é permitida em qualquer veiculo de comunicaçao. Parece que nao sabes diferenciar em propaganda eleitoral da partidaria. Faz parte do intelecto do lulistas(petista ja nao existe). A falta de entendimento ou o desejo de justificar atos ilicitos da fraude de Lula, acaba levando diversos adeptos(especialmente os mais afoitos) a celebração da ignorância. Que a ministra esta em campanha, nao podemos ter duvidas. A irresponsabilidade de um governante cujo mundo tem o formato de uma urna, antecipou o debate eleitoral e os outros provaveis candidatos tem de acompanhar o "ritmo da musica" ditada por quem tem a caneta na mao. Nao podemos ter visao de 90 graus. O que é inadmissivel aos provaveis candidatos do PSDB, nao pode ser permitido a fraude de Lula somente porque esta no poder. É sintomatico que os demais busquem seu espaço, mesmo que timida e disfarçadamente, nao da maneira escancarada como o presidente vem fazendo. Acaso ja imaginou se no lugar da Dilma estivessem Serra ou Aecio e o presidente fosse FHC? A reaçao do lulismo seria de complacencia ou cumplicidade, com a campanha antecipada? sem opinião
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