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Brasil
30/06/2009 - 18h39

DEM, PSDB e PDT pedem afastamento de Sarney; PMDB apoia peemedebista

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O pedido de afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do cargo -- defendido pelo DEM e PSDB -- ganhou nesta terça-feira o reforço do PDT. Minutos depois do senador Valdir Raupp (PMDB-RR), representando a bancada do PMDB, utilizar a tribuna para defender a permanência de Sarney, o líder do PDT, Osmar Dias (PR), anunciou que o partido apoia a licença temporária do peemedebista do comando do Senado.

Dias afirmou que o afastamento é importante para dar credibilidade às investigações. "O PDT tomou essa posição porque também fazemos parte desse Senado queremos recuperar a imagem dessa instituição. Há uma sucessão de erros administrativos nos últimos anos que mostram que o descontrole com que esta Casa está sendo administrada. Não podemos responsabilizar quem assumiu a cinco meses, mas podemos cobrar medidas para corrigir os ilícitos. Estamos defendendo uma investigação livre de qualquer influência para que ela tenha crédito perante o Senado e a sociedade", disse.

A defesa de Sarney foi feita pelo senador Valdir Raupp (RO). O líder da bancada, Renan Calheiros (AL), principal aliado do presidente da Casa estava em plenário, mas não leu o documento. A nota do partido afirma que medidas administrativas estão sendo tomadas para tentar contornar a crise que arranha a imagem da instituição. No documento, os peemedebistas dizem que há um esforço de Sarney para corrigir "erros administrativos".

"Os senadores do PMDB têm consciência das suas responsabilidades e apoiam as ações que estão sendo realizadas. Esse é o momento de grandes mudanças e por isso mesmo está apoiando o presidente Sarney e a Mesa Diretora", afirma o documento.

Segundo Raupp, o afastamento é uma injustiça e os partidos deveriam dar um prazo de 60 dias para Sarney apresentar resultados. "Nós estaríamos fazendo um pré-julgamento, sem direito de defesa. P que não inverter e dar 60 dias para que o senador José Sarney possa se defender e comprovar sua inocência já que as investigações estão fora do Senado Federal", afirmou o senador.

Confira a íntegra da nota do PMDB:

As instituições brasileiras vivem um processo permanente de aperfeiçoamento interno, com o objetivo de bem servir à sociedade. Com o Senado Federal, não poderia ser diferente.

A bancada do PMDB tem consciência dessa necessidade e, por isso mesmo, apoia integralmente a apuração de todos os fatos com repercussão jurídica necessária, a fim de tornar o Senado Federal uma instituição respeitada pela sociedade. A sua modernização e a transparência político-administrativa são compromissos que a bancada do PMDB não abre mão.

Sob a presidência do Senador José Sarney, a Mesa Diretora tem agido em consonância com esses objetivos.

Em virtude de erros administrativos que se acumularam ao longo dos anos, vários procedimentos já foram e outros estão sendo adotados, a exemplo da instauração de sindicâncias; inquéritos na Polícia Federal a pedido do próprio Senado; convocação do Ministério Público e Tribunal de Contas da União para acompanhar tais procedimentos; normatização do pagamento de horas-extras; regulamentação do uso da cota de passagens aéreas; auditoria nos contratos e na folha de pagamento; recadastramento de todos os servidores; criação, em tempo recorde, do portal da transparência, com acesso universal sem necessidade de senhas; corte linear no orçamento; consulta pública das despesas dos Senadores; mudança da regra para a nomeação do Diretor-Geral, além de decisões de caráter reparador e punitivo como afastamento de servidores e demissão de diretores.

Os senadores do PMDB têm consciência das suas responsabilidades e aprovam as ações que estão sendo realizadas. Este é o momento para a implementação de grandes mudanças e, por isso mesmo, o partido continuará apoiando o Presidente José Sarney e a Mesa Diretora na consecução desse objetivo.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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