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Brasil
30/06/2009 - 22h05

Sarney se reúne com Renan Calheiros e aliados para decidir se fica no cargo

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reuniu na noite desta terça-feira em sua casa alguns aliados para avaliar o impacto dos pedidos para que ele se afaste da Presidência da Casa. Ele aguarda reunião da bancada do PT para decidir se permanece no cargo.

De acordo com interlocutores, a reunião de Sarney conta com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que insiste para que o correligionário não deixe o posto. Ele tenta convencer o presidente ao dizer que só conseguiu sobreviver à crise pela qual passou em 2007 porque permaneceu no comando no Senado. Na ocasião, ele só deixou a Presidência do Senado no último minuto, mas não perdeu o mandato e agora é o um dos parlamentares mais influentes do Congresso.

A decisão de Sarney deve sair após a reunião que a bancada rachada do PT preparou para a noite de hoje na qual ela vai decidir se fica ao lado do peemedebista --como recomenda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- ou se segue o DEM, PSDB e PDT, e pede o afastamento do aliado.

Oposição

O pedido de afastamento de Sarney já havia sido pedido pelas bancadas do DEM e PSDB quando o PDT decidiu fazer o mesmo. Minutos depois do senador Valdir Raupp (PMDB-RR), representando a bancada do PMDB, utilizar a tribuna para defender a permanência de Sarney, o líder do PDT, Osmar Dias (PR), anunciou que o partido apoia a licença temporária do peemedebista do comando do Senado.

Dias afirmou que o afastamento é importante para dar credibilidade às investigações. "O PDT tomou essa posição porque também fazemos parte desse Senado queremos recuperar a imagem dessa instituição. Há uma sucessão de erros administrativos nos últimos anos que mostram que o descontrole com que esta Casa está sendo administrada. Não podemos responsabilizar quem assumiu há cinco meses, mas podemos cobrar medidas para corrigir os ilícitos. Estamos defendendo uma investigação livre de qualquer influência para que ela tenha crédito perante o Senado e a sociedade", disse.

A defesa de Sarney foi feita pelo senador Valdir Raupp (RO). O líder da bancada, Renan Calheiros (AL), principal aliado do presidente da Casa estava em plenário, mas não leu o documento. A nota do partido afirma que medidas administrativas estão sendo tomadas para tentar contornar a crise que arranha a imagem da instituição. No documento, os peemedebistas dizem que há um esforço de Sarney para corrigir "erros administrativos".

"Os senadores do PMDB têm consciência das suas responsabilidades e apoiam as ações que estão sendo realizadas. Esse é o momento de grandes mudanças e por isso mesmo está apoiando o presidente Sarney e a Mesa Diretora", afirma o documento.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
sem opinião
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 1 opinião
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Coitadinha da Srª Katia Abreu, chorou na tribuna"
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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