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Brasil
01/07/2009 - 12h53

Pressão por saída de Sarney da presidência do Senado avança na internet

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da Folha Online
da France Presse, em Brasília

A pressão pela saída de José Sarney (PMDB-AP) saiu dos corredores do Congresso e avança na internet e nas ruas do país. O PSOL coleta assinaturas da população pedindo a saída de Sarney do cargo. Na internet há dois movimentos "Fora Sarney": um no Twitter e outro num site com fórum de discussões.

A página "Fora Sarney" no Twitter já tem mais de 3.300 seguidores. Já o fórum "Fora Sarney" tenta conseguir 10 mil adesões. Por enquanto, a página mostra 7.800 adesões.

Celebridades de diversas áreas também aderiram ao movimento no Twitter. Impulsionada pelo grupo "Piratas do Twitter", a campanha recebeu a adesão de famosos como o apresentador Luciano Huck, o vocalista Tico Santacruz (do Detonautas), entre outros.

A pressão pela saída de Sarney aumentou depois da descoberta que seu neto é dono de uma empresa que negocia contratos de empréstimos consignados com funcionários do Senado. Vários parentes de Sarney foram empregados em gabinetes de outros senadores por meio de nomeações em atos secretos.

Após duas horas de reunião ontem à noite, o PT adiou para hoje uma definição se vai apoiar ou pedir o afastamento do presidente do Senado. DEM, PSDB e PDT pediram ontem o licenciamento do político, envolvido em escândalos na Casa.

A bancada do PT no Senado e aliados de Sarney se reúnem nesta quarta-feira com o peemedebista, na residência do presidente do Senado, para discutir o apoio a ele.

Segundo o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), o partido vai apresentar a Sarney propostas para contornar a crise que arranha a imagem da instituição. Para a oposição, o afastamento é importante para dar credibilidade às investigações.

O ex-senador Luiz Octávio (PMDB) afirmou nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para esperar até domingo para tomar uma decisão sobre um possível afastamento do comando da Casa. Lula está viajando e retorna no domingo.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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