Após ameaça de Sarney, PT diz que renúncia não é solução mais adequada
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 20h37.
Após a ameaça de renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a bancada do PT na Casa amenizou a cobrança pelo afastamento do peemedebista. De manhã, a bancada de senadores petistas se reuniu com Sarney e propôs a ele que se licenciasse do cargo por 30 dias. Em resposta, Sarney disse que aceitava renunciar ou ficar, mas se recusava a tirar uma licença temporária.
"A renúncia não está no âmbito das possibilidades. Não parece uma solução adequada. A crise do Senado não pode ser debitada na conta de Sarney", disse o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
Para Mercante, o encontro da bancada com o presidente Lula marcado para amanhã será decisivo para o posicionamento final da bancada. "A partir da reunião do presidente Lula e que a bancada vai tomar uma decisão", afirmou.
O líder do PT negou que Sarney pressione a bancada em troca de apoio do PMDB para as eleições de 2010. "Isso não está em discussão", disse.
Fora do país, Lula escalou o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), para defender Sarney junto aos senadores da legenda. Berzoini considerou precipitada a divulgação do pedido de licença pelo partido, tendo em vista que a bancada não oficializou a decisão.
No exterior, Lula também criticou o afastamento de Sarney. "É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o [senador] Marconi Perillo [PSDB-GO] assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático", disse Lula em Sirte, na Líbia, onde participou da cerimônia de abertura da Cúpula da União Africana.
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Especial


O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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