Confusão com repórter do "CQC" é da natureza do trabalho, diz diretor da Polícia Legislativa
da Agência Senado
da Folha Online
O incidente que ocorreu nesta quarta-feira entre o repórter Danilo Gentilli, do programa "CQC", da TV Bandeirantes, e um policial do Senado Federal nesta quarta-feira é um tipo de conflito que ocorre por conta da natureza do trabalho de ambos. A afirmação é do diretor da Polícia Legislativa do Senado Federal, Pedro Ricardo de Araújo Carvalho.
"Ele estava fazendo o trabalho dele e o nosso pessoal fazendo o nosso. Às vezes acontecem conflitos desse tipo", afirmou Carvalho.
De acordo com diretor, Gentili abordou o presidente José Sarney (PMDB-AP) na chegada ao Senado, por volta das 14h, bloqueando a passagem do senador. O policial segurou o comediante pelas costas a fim de liberar o caminho. De acordo com Pedro, Gentili, quando solto, se jogou no chão, já olhando para a câmera.
Gentilli perguntou a Sarney como ele se sentia em "não ser tão poderoso quanto se pensava", mas ficou sem resposta do peemedebista. Foi quando ele, o repórter, terminou no chão.
No mês passado, repórteres do humorístico enfrentaram problemas com o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que ficou conhecido por ter dito que "se lixa" para a opinião pública. O deputado chegou a pedir ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para limitar o acesso do "CQC" na Câmara.
Depois de ser abordado por um dos integrantes do programa nas dependências da Câmara, Moraes pediu em plenário que Temer "tome providências" em relação ao programa.
Credenciais
Assim como a Câmara, o Senado também pode limitar a entrada dos integrantes do "CQC" no Congresso. Segundo o "Painel", da Folha, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), havia pedido ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), que retirasse as credenciais da equipe do humorístico.
A alegação era de que a Casa havia sido desrespeitada pelo programa e Sarney também se queixava de ter sido chamado de "dinossauro". O jornalista Marcelo Tas, um dos apresentadores do programa, disse que recebeu um telefonema de Fortes informando que Sarney havia repensado a decisão e que iria credenciar novamente o programa.
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