Senado isola gabinete de Sarney com cordão para evitar assédio da imprensa
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Na tentativa de evitar os questionamentos da imprensa sobre a crise que atinge a imagem do Senado, o presidente da instituição, José Sarney (PMDB-AP), pediu à Polícia Legislativa que fixasse na entrada do gabinete da presidência uma espécie de "cordão de isolamento" para manter repórteres, fotógrafos e cinegrafistas afastados.
Com a medida, os seguranças impedem que a imprensa se aproxime de Sarney no trajeto habitual do peemedebista entre o gabinete da presidência e o plenário. Segundo a assessoria de imprensa de Sarney, o cordão de isolamento foi adotado porque "ontem o presidente quase foi derrubado".
A chegada e a saída de Sarney ontem ao Senado foi tumultuada. O repórter Danilo Gentilli do programa humorístico "CQC" tentou entrevistar o presidente da Casa, mas foi derrubado pelos seguranças da presidência.
Gentilli perguntou a Sarney como ele se sentia em "não ser tão poderoso quanto se pensava", mas ficou sem resposta do peemedebista e parou no chão com um empurrão dos seguranças.
Na saída de Sarney da Casa, após encerrar a sessão em homenagem ao deputado José Pinotti, que morreu na madrugada de ontem, o peemedebista voltou a ser cercado pelo "CQC" e por jornalistas.
O presidente do Senado se recusou a falar e disse que a imprensa o estava impedindo de andar, mas Gentili insistiu em perguntar se a saída dele da presidência acabaria com a crise e levou um novo empurrão.
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Uma hora, é o "Filho do Brasil", outra é o "Filho do Sarney" que recorre ao STF para manter censura a jornal...
Se o STF, concordar com o pedido ou declarar que não é da "compretência" deles julgar, pode ficar certo que:
Acontecendo isto, o STF, deixaria de ser uma instituição isenta e confiável, e não segue mais nossa Constituição...
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