Brasil
02/07/2009 - 19h56

PT leva a Lula proposta de licença de Sarney e nega submissão

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da Agência Senado
da Folha Online, em Brasília

A bancada do PT no Senado se reúne hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a crise no Senado. O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), defendeu hoje a manutenção da aliança pela governabilidade com o PMDB --partido do senador José Sarney (AP), presidente do Senado.

Ontem, a bancada do PT no Senado chegou a sugerir o licenciamento temporário de Sarney da presidência por 30 dias. Hoje, Mercadante disse que a manutenção dessa proposta dependerá da orientação do presidente Lula.

"É claro que o presidente influencia o partido e a minha combatividade está a serviço dele. E é claro que temos um compromisso com as conquistas deste governo, frutos de uma luta de 30 anos, e um compromisso com a governabilidade. Isso não significa submissão ou enquadramento do partido, mas não me peçam um ato ingênuo, espontâneo que coloquem em risco a governabilidade, que passa pelo PMDB e pelo papel do presidente Sarney", disse Mercadante.

A mudança de discurso de Mercadante ocorre depois do PT ser enquadrado por Lula e de Sarney dar um ultimato ao partido. Incomodado com a falta de apoio do PT, Sarney ameaçou renunciar. O presidente Lula, que estava no exterior, mandou um recado para o PT ao criticar os partidos de oposição que pedem o afastamento de Sarney. Lula disse que a oposição quer ganhar a presidência do Senado 'no tapetão'.

Hoje, Mercadante disse que esperar o apoio de Lula à proposta de licenciamento de Sarney. Mas que se Sarney não for convencido, o PT não pressionará o peemedebista.

Para o senador Tião Viana (PT-AC), que disputou com Sarney o cargo de presidente, Mercadante "traduziu o sentimento da bancada" ao não responsabilizar Sarney ou qualquer outro parlamentar individualmente por uma crise que é estrutural.

"O governo luta pela governabilidade e nós somos responsáveis por ela juntamente com o PMDB", disse Viana.

A senadora Marina Silva (PT-AC), por sua vez, pediu calma, dizendo que uma crise dessa magnitude não se resolve de uma hora para outra. Ela considera a licença temporária uma providência saudável porque permitirá investigações, punições e mudanças administrativas, respeitando-se, porém, o mandato da atual Mesa Diretora.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2697) 08/11/2009 21h53
Antonio Fouto Dias (2697) 08/11/2009 21h53
Antes da abertura desse processo, que já devia ter sido instaurado à tempo, deveriam verificar no arquivo quando se deram as nomeações desses funcionários fantasmas, cujo número a princípio era bem superior ao atual.
Creio que é só verificar a data da nomeação e em que gabinete foi sua lotação, uma vez que com essas informações já se sabe o Senador que efetuou a respectiva contratação.
Para isso creio não necessitar de nenhum catedrático da área e, uma vez tudo isso levantado, aí sim, se instaura um processo de responsabilização e não como o que está sendo proposto.
Outro motivo de transparência seria a divulgação dos nomes dos "fantasmas" e suas respectivas lotações, mas pelo comportamento do Senado, dificilmente isso ocorrerá.
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Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. 2 opiniões
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Luís da Velosa (1381) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1381) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. 1 opinião
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