PT leva a Lula proposta de licença de Sarney e nega submissão
da Agência Senado
da Folha Online, em Brasília
A bancada do PT no Senado se reúne hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a crise no Senado. O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), defendeu hoje a manutenção da aliança pela governabilidade com o PMDB --partido do senador José Sarney (AP), presidente do Senado.
Ontem, a bancada do PT no Senado chegou a sugerir o licenciamento temporário de Sarney da presidência por 30 dias. Hoje, Mercadante disse que a manutenção dessa proposta dependerá da orientação do presidente Lula.
"É claro que o presidente influencia o partido e a minha combatividade está a serviço dele. E é claro que temos um compromisso com as conquistas deste governo, frutos de uma luta de 30 anos, e um compromisso com a governabilidade. Isso não significa submissão ou enquadramento do partido, mas não me peçam um ato ingênuo, espontâneo que coloquem em risco a governabilidade, que passa pelo PMDB e pelo papel do presidente Sarney", disse Mercadante.
A mudança de discurso de Mercadante ocorre depois do PT ser enquadrado por Lula e de Sarney dar um ultimato ao partido. Incomodado com a falta de apoio do PT, Sarney ameaçou renunciar. O presidente Lula, que estava no exterior, mandou um recado para o PT ao criticar os partidos de oposição que pedem o afastamento de Sarney. Lula disse que a oposição quer ganhar a presidência do Senado 'no tapetão'.
Hoje, Mercadante disse que esperar o apoio de Lula à proposta de licenciamento de Sarney. Mas que se Sarney não for convencido, o PT não pressionará o peemedebista.
Para o senador Tião Viana (PT-AC), que disputou com Sarney o cargo de presidente, Mercadante "traduziu o sentimento da bancada" ao não responsabilizar Sarney ou qualquer outro parlamentar individualmente por uma crise que é estrutural.
"O governo luta pela governabilidade e nós somos responsáveis por ela juntamente com o PMDB", disse Viana.
A senadora Marina Silva (PT-AC), por sua vez, pediu calma, dizendo que uma crise dessa magnitude não se resolve de uma hora para outra. Ela considera a licença temporária uma providência saudável porque permitirá investigações, punições e mudanças administrativas, respeitando-se, porém, o mandato da atual Mesa Diretora.
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Creio que é só verificar a data da nomeação e em que gabinete foi sua lotação, uma vez que com essas informações já se sabe o Senador que efetuou a respectiva contratação.
Para isso creio não necessitar de nenhum catedrático da área e, uma vez tudo isso levantado, aí sim, se instaura um processo de responsabilização e não como o que está sendo proposto.
Outro motivo de transparência seria a divulgação dos nomes dos "fantasmas" e suas respectivas lotações, mas pelo comportamento do Senado, dificilmente isso ocorrerá.
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