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Brasil
02/07/2009 - 21h25

Ex-funcionário da Prefeitura de Curitiba nega ter gravado imagens em comitê

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

Em depoimento no MPF (Ministério Público Federal), o ex-funcionário da Prefeitura de Curitiba Alexandre Gardolinski negou hoje ter sido o autor das gravações de vídeos que mostram distribuição de dinheiro supostamente sem origem comprovada dentro de um comitê de apoio à reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB).

Demitido do cargo de confiança que ocupava em uma secretaria municipal quando as imagens vieram a público, Gardolinski disse ainda que Richa nada sabia sobre o manuseio de dinheiro dentro do comitê, formado por dissidentes do PRTB que saíram da legenda para apoiar a reeleição do tucano.

Os dissidentes aparecem recebendo dinheiro nas cenas. Richa negou envolvimento e disse que assim que soube das imagens demitiu Gardolinski e outras sete pessoas que aparecem nos vídeos.

Sobre o dinheiro, Gardolinski disse que era enviado pelo construtor Rodrigo Oriente, integrante do comitê, para pagar os dissidentes do PRTB. Foi Oriente quem denunciou a distribuição de dinheiro e entregou os vídeos no mês passado para o MPF.

Gardolinski também apontou Oriente como o autor das gravações. Segundo Gardolinski, o material seria usado por Oriente para exercer controle político sobre os dissidentes e obter cargos na prefeitura.

A respeito dos recibos frios mostrados nas gravações, contendo despesas e pagamentos fictícios, Gardolinski disse que eles foram preenchidos a pedido de Oriente
.
O advogado de Oriente, Haroldo Alves Júnior, disse que as declarações de Gardolinski "são absurdas". "O próprio conteúdo das provas [vídeos] demonstra que era ele [Gardolinski] quem estava gravando tudo", disse o advogado.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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