Brasil
03/07/2009 - 11h10

Afastamento de Sarney divide PT; Lula diz que licença gera instabilidade

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Na conversa que teve na noite de ontem com a bancada do PT no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que caso o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se afaste temporariamente do cargo, ele não voltará ao comando da instituição. Lula disse aos petistas que a oposição tem interesse em agravar a crise do Senado porque pretende dificultar o fim do seu segundo mandato.

Segundo o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), para o presidente Lula, a saída de Sarney poderia trazer instabilidade. "O presidente Lula considera a crise grave e acredita que o melhor caminho é investigar com rigor, apurar os responsáveis e propor mudanças estruturais. Ele não concorda com a licença temporária porque para ele dificilmente Sarney voltará a presidir o Senado. Se ele sair, vai gerar uma crise política séria, um cenário de instabilidade", disse.

Mercadante voltou a afirmar que, apesar da bancada petista defender o afastamento temporário de Sarney, o partido tem compromisso da governabilidade que está diretamente ligada ao apoio do PMDB e de Sarney.

"A oposição tem interesse em aprofundar a crise para ganhar o comando do Senado no tapetão. A oposição tem interesse em aumentar as dificuldades do governo. E essa mudança não é ideal com o cenário de crise econômica que precisa de equilíbrio e responsabilidade. É uma questão de Estado e de governabilidade. O governo quer e precisa da aliança com o PMDB", afirmou.

Os petistas do Senado devem voltar a discutir a crise que atinge a imagem da instituição na terça-feira. Para Mercadante, a saída temporária de Sarney seria um gesto de grandeza. "A bancada deixou claro ao presidente Lula que nós achamos que seria um gesto de grandeza o afastamento temporário de Sarney, seria uma contribuição para superar a crise", disse.

O petista disse que a crise tem que ser compartilhada por todos os 81 senadores porque é estrutural, ética e moral. "A crise do Senado é estrutural, política e sobretudo ética e moral", afirmou.

O líder do PT disse que a bancada vai apresentar na próxima semana uma proposta de restruturação administrativa para a Casa.

"Vamos apresentar algumas propostas na semana que vem que estão sendo coordenadas pelo senador Tião Viana. Será uma lei de responsabilidade fiscal e administrativa. Estamos nos espelhando em experiências exitosas, uma boa lei para regulamentar a Casa que tem que enfrentar problema administrativo", disse.

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. 2 opiniões
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Luís da Velosa (1380) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1380) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. 1 opinião
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marco mion (18) 07/11/2009 08h56
marco mion (18) 07/11/2009 08h56
E o nome destes funcionarios fantasma? porque não publicam ou é mais um jogo politico? 1 opinião
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