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Brasil
03/07/2009 - 12h40

PF encontra dificuldade para investigar empréstimos consignados do Senado

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Apesar de o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sustentar que não está disposto a ser obstáculo para as investigações das denúncias de irregularidades administrativas na Casa, a Polícia Federal tem encontrado dificuldades para avançar com o inquérito que apura o suposto esquema de desvio de recursos públicos em operações de crédito consignado para servidores da Casa.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse hoje que vai enviar um ofício ao presidente do Senado pedindo que um técnico da Casa seja designado para repassar todas as informações sobre os empréstimos consignados da instituição.

"Vou pedir ao presidente Sarney que designe um técnico para disponibilizar toda a documentação. Queremos uma investigação profunda e técnica porque a PF não se envolve em questões de natureza política. Essa é a minha orientação e que tenho mantido. O trabalho vai a fundo e atinge todas as pessoas envolvidas", disse o ministro.

O Senado resiste em repassar documentos com informações detalhadas sobre os contratos das empresas terceirizadas que intermediavam as movimentações financeiras e do sistema de crédito disponibilizado aos servidores.

Segundo policiais que participam das investigações, a documentação entregue não consegue estabelecer como funcionava o esquema do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi com as empresas terceirizadas, suspeitas de serem de fachadas, que realizam os empréstimos.

Tarso negou que seja um constrangimento investigar o presidente do Senado. "Não há constrangimento. A PF só investiga deputado e senadores se houver determinação do STF [Supremo Tribunal Federal]. Nas investigações ordinárias, ela investiga servidores, terceiros e lobistas. Se passar para esfera parlamentar, a PF só age se o STF ou o MP determinaram, portanto não há nenhum constrangimento", disse.

A PF abriu inquérito em maio para investigar o suposto esquema de desvio de recursos em contratos de empréstimos consignados de servidores do Senado com instituições financeiras. As investigações ficaram paradas por quase 30 dias porque o Senado não entregou documentos.

A PF deve analisar a suspeita de que José Adriano Sarney, neto do presidente da do Senado, proprietário de uma das empresas que trabalha com empréstimos consignados para funcionários da Casa, tenha sido favorecido nas negociações com a instituição. Sarney e José Adriano divulgaram nota negando que a relação familiar tenha beneficiado a empresa da família atuasse no Senado.

A descoberta de que José Adriano mantinha negócios no Senado aumentou a pressão para que o peemedebista se afastasse do comando da Casa.

Reportagem da Folha Online mostrou que o suposto esquema de fraudes pode ter atingido 1.200 servidores da Casa. Um levantamento da Secretaria de Recursos Humanos identificou que esses funcionários tiveram empréstimos autorizados acima da margem permitida --que era de até 30% do salário-- na gestão de Zoghbi.

Comentários dos leitores
JOSE MOTTA (82) 22/12/2009 18h34
JOSE MOTTA (82) 22/12/2009 18h34
A CONTINUAR ESSA BANDIDAGEM NA POLITICA E ADIMINISTRAÇÃO PUBLICA, COM O AVAL DO CHEFE MAIOR, VAMOS MERGULHAR EM UMA CRISE PROFUNDA QUE PODE COLOCAR A NOSSA "DEMOCRACIA" EM RISCO. sem opinião
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mario pedrosa (166) 22/12/2009 18h32
mario pedrosa (166) 22/12/2009 18h32
As denúncias de irregularidades do Caso agaciel já têm um ano. sem opinião
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mario pedrosa (166) 22/12/2009 18h23
mario pedrosa (166) 22/12/2009 18h23
Não seria mais correto dizer que senado prorroga processo sobre Atos Secretos e Agaciel Maia ganha tempo até assunto cair no esquecimento? sem opinião
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