Brasil
03/07/2009 - 13h53

Sarney se reúne com Lula e sai sem falar; Dilma critica "jogar pessoa aos leões"

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MARCELA CAMPOS
colaboração para a Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se reuniu hoje por cerca de uma hora e meia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a crise que atinge a instituição. Sarney entrou e saiu do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede provisória do governo, sem falar com a imprensa. Seus assessores disseram que ele não falaria do encontro.

Sergio Lima/Folha Imagem
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise

A reunião entre Sarney e Lula ocorre logo depois da bancada do PT no Senado pedir o licenciamento temporário do peemedebista da presidência da Casa. Incomodado com a falta de apoio do PT, Sarney deu um ultimato e ameaçou renunciar. Lula entrou na negociação e avisou ao PT que a renúncia de Sarney provocaria instabilidade política ao país.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) saiu em defesa de Sarney e do fortalecimento das instituições. "Temos garantir que o Senado, como instituição, se aperfeiçoe."

Ela também criticou a prática de "achar que sempre que pega uma pessoa e joga aos leões, você está no caminho de solucionar as questões éticas".

Dilma disse que se reuniu com Sarney quando o presidente Lula estava em viagem à Líbia. O chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, participou do encontro na casa de Dilma.

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. 2 opiniões
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Luís da Velosa (1380) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1380) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. 1 opinião
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marco mion (18) 07/11/2009 08h56
marco mion (18) 07/11/2009 08h56
E o nome destes funcionarios fantasma? porque não publicam ou é mais um jogo politico? 1 opinião
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