Brasil
03/07/2009 - 17h36

Sarney diz a Lula que não renunciará nem pedirá licença do cargo

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) se encontrou hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por quase uma hora e meia. Nesse tempo, os dois conversaram sobre a crise que atinge a instituição provocada pela série de denúncias de irregularidades --que vão desde atos secretos para nomear parentes até a descoberta que um neto de Sarney negocia contratos de empréstimo consignados para funcionários do Senado.

Sergio Lima/Folha Imagem
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise

Aliados do Palácio do Planalto disseram à Folha Online que Sarney disse a Lula que não pretende se licenciar nem renunciar à presidência do Senado.

Lula, por sua vez, manifestou apoio a Sarney e disse que também entendia que não havia necessidade de saída do peemedebista do cargo. Um aliado de Lula disse que o presidente afirmou que as denúncias não justificam "movimentos arriscados".

A reunião entre Sarney e Lula ocorre logo depois da bancada do PT no Senado pedir o licenciamento temporário do peemedebista da presidência da Casa. Incomodado com a falta de apoio do PT, Sarney deu um ultimato e ameaçou renunciar. Lula entrou na negociação e avisou ao PT que a renúncia de Sarney provocaria instabilidade política ao país.

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Enquadrado por Lula, o PT mudou de discurso. Ontem, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse que a manutenção dessa proposta dependerá da orientação do presidente Lula. "É claro que o presidente influencia o partido e a minha combatividade está a serviço dele. Isso não significa submissão ou enquadramento do partido, mas não me peçam um ato ingênuo, espontâneo que coloquem em risco a governabilidade, que passa pelo PMDB e pelo papel do presidente Sarney", disse Mercadante.

Hoje, Mercadante disse que Lula entende que a saída de Sarney poderia trazer instabilidade. "O presidente Lula considera a crise grave e acredita que o melhor caminho é investigar com rigor, apurar os responsáveis e propor mudanças estruturais. Ele não concorda com a licença temporária porque para ele dificilmente Sarney voltará a presidir o Senado. Se ele sair, vai gerar uma crise política séria, um cenário de instabilidade", disse.

Divididos

Apesar da posição de Lula, Mercadante disse que a bancada petista ainda defende o afastamento temporário de Sarney.

Os petistas do Senado devem voltar a discutir a crise que atinge a imagem da instituição na terça-feira. "A bancada deixou claro ao presidente Lula que nós achamos que seria um gesto de grandeza o afastamento temporário de Sarney, seria uma contribuição para superar a crise", disse Mercadante.

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. sem opinião
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Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. sem opinião
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marco mion (18) 07/11/2009 08h56
marco mion (18) 07/11/2009 08h56
E o nome destes funcionarios fantasma? porque não publicam ou é mais um jogo politico? sem opinião
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