Brasil
03/07/2009 - 19h05

Dividido, PT deve decidir apoio a Sarney no voto; Mercadante ameaçou deixar liderança

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A definição da bancada do PT sobre o apoio político ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode ocorrer no voto. Senadores petistas disseram à Folha Online que o clima na bancada é tenso e que o racha está difícil de ser contornado.

Sergio Lima/Folha Imagem
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise
Sarney deixa CCBB após encontro de uma hora e meia com Lula para discutir crise

Na conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem à noite, o líder Aloizio Mercadante (SP), chegou ameaçar deixar o cargo. Procurado pela reportagem, Mercadante não foi localizado hoje.

Os petistas estão divididos entre apoiar a governabilidade, sustentando uma possível aliança com o PMDB em 2010 --como defende o presidente Lula-- ou manter a convicção da bancada de que o afastamento de Sarney seria a melhor saída para contornar a crise que atinge a imagem da Casa.

Petistas afirmam que o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, não conseguiram mudar o posicionamento dos senadores.

O presidente Lula chegou a se comparar a Sarney na tentativa de sensibilizar os companheiros de partidos. "Imagine se no lugar do Sarney o alvo fosse eu. E a todo momento alguém pedisse que eu saísse, como ficaria a governabilidade?", teria questionado o presidente Lula.

O líder do PT marcou para terça-feira a quarta reunião da bancada do PT para analisar a crise política do senado. Segundo senadores do partido, se não houver entendimento o apoio ou o abandono de Sarney pode ser votado pelos 12 senadores do partido.

O senador Paulo Paim (PT-RS) reconhece que o partido está dividido. "O cenário é indefinido. Não podemos dizer que existe nenhuma tendência nessa reunião, vamos conversar e tentar fechar um entendimento que represente o melhor para o PT e para o Senado", disse.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou que o partido não pode ficar sem uma resposta. "Não podemos mais ficar em cima do muro. O melhor é avaliarmos cada um com sua consciência, ouvir suas bases e definirmos de que lado vamos ficar", afirmou.

Comentários dos leitores
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Edit Belter (117) 22/11/2009 18h17
Meu Deus! Mas esse cara não tem limite mesmo! Cadê a Justiça? Anda de braço dado com sir Sarney?E dai não tem dinheiro para o reajuste justo e decente aos aposentados? Claro! VaI TUDO para o bolso dos politicos descarados, com bolso sem fundo e o governo deixa por isso mesmo. O ministro da justiça deveria é exercer a atividade para a qual foi escolhido e fazer jus a fortuna que ganha por isso, dando um basta a todos esses desmando e não se juntar a eles! sem opinião
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O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
O Pacificador (183) 22/11/2009 07h45
Esses "filhos" ainda acabam com a gente...
Uma hora, é o "Filho do Brasil", outra é o "Filho do Sarney" que recorre ao STF para manter censura a jornal...
Se o STF, concordar com o pedido ou declarar que não é da "compretência" deles julgar, pode ficar certo que:
Acontecendo isto, o STF, deixaria de ser uma instituição isenta e confiável, e não segue mais nossa Constituição...
sem opinião
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joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
joão batista cassio (62) 22/11/2009 01h46
ate quando esse coronel do bigode vai manter o poder no brasil,ha impressão é que ele deve saber dos podres do poder judiciario e usa para por exemplo cala a imprensa, isso é uma vergonha diria o boris. sem opinião
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