Brasil
03/07/2009 - 20h05

Sarney diz a aliados que permanência no cargo é "questão aritmética" e conta com apoio de 55

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Após a conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu parentes e aliados em sua casa no Lago Sul --área mais nobre de Brasília--, que hoje serviu de argumento para reforçar os pedidos de seu afastamento do cargo por não ter sido declarada à Justiça Eleitoral. Aos interlocutores, Sarney disse que sua permanência no cargo é questão de "aritmética".

Sarney avalia que, mesmo com a ofensiva do DEM, PSDB, PDT e PSOL --que cobram seu afastamento--, conta com o apoio de 55 dos 81 senadores da Casa. O peemedebista afirma que tem prestígio entre os colegas e que se não tivesse esse respaldo não insistiria em ficar à frente dos trabalhos.

O presidente do Senado deve ficar o fim de semana em Brasília. A governadora licenciada do Maranhão, Roseana Sarney, esteve com o pai durante todo o dia e retorna amanhã ao Estado.

Apesar da pressão de vários senadores para que Sarney se afaste temporariamente da presidência, a expectativa de senadores ligados ao peemedebista é que as denúncias comecem a reduzir gradativamente --o que lhe daria fôlego para permanecer no cargo. Aliados dizem que será decisivo para a sustentação de Sarney o posicionamento final do PT, que se reúne na terça-feira.

Senadores ligados a Sarney consideram ainda que o calendário vai agir em favor do peemedebista e, mesmo que ele se torne efetivamente alvo de representações por quebra de decoro parlamentar, o recesso parlamentar deve esfriar as denúncias.

Sarney recebeu hoje um apoio público de peso. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) saiu em sua defesa e do fortalecimento das instituições. "Temos garantir que o Senado, como instituição, se aperfeiçoe. Ela também criticou a prática de "achar que sempre que pega uma pessoa e joga aos leões, você está no caminho de solucionar as questões éticas."

Na conversa com o presidente Lula, disse que não pretende se licenciar nem renunciar à presidência do Senado. Lula, por sua vez, manifestou apoio a Sarney e disse que também entendia que não havia necessidade de saída do peemedebista do cargo. Um aliado de Lula afirmou que o presidente afirmou que as denúncias não justificam "movimentos arriscados".

Comentários dos leitores
joão nascimento (204) 21/11/2009 07h57
joão nascimento (204) 21/11/2009 07h57
os brasileiro e maranhense ja sabem da fama da familia sarney ate em livro este tal de fernando esta querendo tapar o sol com peneira logo voces sarney serão cidadões comum e ai cadeia falar mais e perder tempo e so aguardar sem opinião
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luiz breyner (12) 20/11/2009 17h05
luiz breyner (12) 20/11/2009 17h05
Essa notícia deve conter dados alarmantes pra esse para esse senhozinho feudal ficar tão preocupado. Coitado do Brasil, o atraso cria raízes profundas, os rastros da escravidão ainda nos atormenta e a política tem prestado grandes serviços de cobertura à bandidagem. sem opinião
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caio bastos lucchesi (252) 20/11/2009 15h59
caio bastos lucchesi (252) 20/11/2009 15h59
Neste momento grave há de existir união!
Esta FOLHA deve pegar a luva,e junto com outros
orgãos da imprensa,dar continuidade a matérias
sobre o CLÃ,de forma tão virulenta,que tambem
venham a ser vítimas da mesma violência,mos-
trando a nação que vivemos um regime de pré-
excepcionalidade...
sem opinião
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