Brasil
05/07/2009 - 11h26

Candidatura de Aloysio Nunes em SP tem apoio de PMDB de Quércia e DEM de Kassab

Publicidade

FERNANDO BARROS DE MELLO
da Folha de S.Paulo

Avançado nas articulações políticas, o secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), intensificou outro pilar de sua estratégia para se tornar candidato tucano ao governo paulista no ano que vem, caso o governador José Serra concorra à Presidência. Ele cumpre uma agenda de viagens e inaugurações no interior do Estado, somada a reuniões constantes com prefeitos e políticos.

Ontem, esteve no coreto da praça central de Tatuí (sudoeste do Estado) para o "descerramento das placas de inauguração" das obras em duas rodovias vicinais, em funcionamento há cerca de um ano. Antes, reuniu-se com políticos em um hotel. Segundo aliados de Aloysio, a estratégia é consolidar os laços do tucano no "mundo político". Por essa lógica, os resultados das pesquisas não seriam importantes neste momento.

Outro pré-candidato tucano ao governo estadual, o ex-governador e hoje secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, obtém de 47% a 50% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. No cenário sem Alckmin e com Marta Suplicy como candidata petista, Aloysio tem 2%.

Sua última eleição foi para deputado federal em 2002, quando obteve 251 mil votos.

Deputados, prefeitos e aliados de Aloysio dizem que seu maior trunfo agora é o apoio de diferentes partidos, especialmente do DEM do prefeito Gilberto Kassab (se ele mesmo não tentar ser candidato) e do PMDB de Orestes Quércia.

Isso não significa, porém, que os dois partidos se recusem a apoiar uma eventual candidatura Alckmin. Um argumento comum é de que a decisão passará pelas mãos de Serra.

Questionado pela Folha sobre um possível apoio a Aloysio, o ex-governador Quércia se limitou a dizer: "Pela experiência que tem e por sua história, se fosse eleito governador, ele faria um grande trabalho".

Ao ser indagado sobre a vantagem de Alckmin nas pesquisas, Kassab declarou: "Pesquisa não mostra que o candidato pode ganhar, e as últimas eleições demonstraram isso".

Outros partidos da base tucana em São Paulo, PPS e PV também teriam preferência pela candidatura do secretário.

Continuidade

Aliados argumentam que Aloysio será o candidato que dará continuidade ao 'projeto de José Serra'. Na semana passada, o vice-governador Alberto Goldman comandou uma reunião com a presença de Aloysio. O secretário também foi o anfitrião de um jantar recente com a bancada de deputados estaduais do PSDB, na mesma noite do lançamento de um livro do vereador Gabriel Chalita, aliado de Alckmin.

Este ano, Aloysio comanda orçamento de cerca de R$ 530 milhões para negociação direta com os municípios, entre convênios e emendas parlamentares. Até o momento, foram gastos R$ 24,5 milhões. De 2007 a 2008, foram 3.228 convênios, num total de R$ 862,8 milhões.

Aloysio tem marcado presença em encontro com prefeitos de vários partidos e entregas de obras das secretarias de Transporte, Habitação e da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Há duas semanas, reuniu cerca de 60 prefeitos para inauguração de duas rodovias vicinais em Andradina. Durante a visita, foi homenageado pelo PSDB local e por jornais.

A proximidade com prefeitos tucanos (algo natural à Casa Civil) pode ser importante em uma disputa interna, já que eles são delegados ou têm controle sobre delegados que podem vir a decidir o candidato.

Comentários dos leitores
Marcos Muniz (116) 27/11/2009 18h37
Marcos Muniz (116) 27/11/2009 18h37
Até 2010,vai ser sempre assim digo so esta começando!!!!!!! agora que vivemos de deboche ha simmm vivemos! eita povinho pequeno....tbm nao tem outra coisa pra apresentar como saida..... sem opinião
avalie fechar
alexandre bakunin (117) 27/11/2009 17h46
alexandre bakunin (117) 27/11/2009 17h46
Anung un Rama (5) 26/11/2009 21h55 disse:
"Aos petistas vermelhos agora de raiva..."
~~~~~~~~~~~~
Caro Hellboy, Exorto V.Sa. a nominar os petistas-vermelhos, um pleonasmo, pela sua verdadeira nomenklatura, que é "comunista-esofágico"
Amos.Atos.Obdos.
sem opinião
avalie fechar
Jonas Mello (1) 27/11/2009 17h46
Jonas Mello (1) 27/11/2009 17h46
Quem acha que uma simples propaganda desse tipo é desrespeitosa com o presidente e seus colaboradores, certamente se mostra desqualificado para entender que uma peça artística dessa natureza goza de certas liberdades que, inclusive, são garantidas pela constituição federal. É a liberdade de expressão. Para quem a carapuça serve, um aviso: cuidado! Se ficar muito à direita, vai cair do banco da história. :) sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (15174)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca