Brasil
05/07/2009 - 11h49

Ciro Gomes abre conta em São Paulo para viabilizar mudança

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da Folha de S.Paulo

Vista com ceticismo quando surgiu, há um mês, a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo continua no cenário político, com avanços concretos nas negociações.

Anteontem, entusiastas da alternativa Ciro comemoraram o cumprimento de um pré-requisito legal pouco notado, mas crucial para sua candidatura: o deputado federal já tem contas em seu nome em São Paulo, o que é fundamental para garantir a transferência de domicílio eleitoral para a cidade.

A mudança do domicílio pode ser feita até o início de outubro, um ano antes das eleições, mas é preciso comprovar residência no Estado ao menos três meses antes -prazo que venceu na sexta-feira, dia 3.

Parte do PT de São Paulo, um dos principais entraves à candidatura, dá sinais de que pode vir a aceitar a entrada de Ciro na disputa estadual, como deixou claro a entrevista de um dos pré-candidatos, Emídio de Souza, à Folha.

Na semana passada, o presidente do PT-SP, Edinho Silva, reuniu-se em Brasília com o presidente do PSB-SP, deputado federal Márcio França (um dos principais articuladores da candidatura Ciro), para discutir o cenário político no Estado. Vai haver novas conversas.

O grupo da ex-prefeita Marta Suplicy é um dos mais ferrenhos opositores de o PT deixar de ter candidato próprio a governador. Próximo de Marta, o líder do partido na Assembleia Legislativa, Rui Falcão, diz que isso seria abrir mão de um projeto estratégico no Estado.

Integrantes do comando nacional do partido -que também tem interesse nessa solução, porque tiraria o deputado da disputa pela Presidência e abriria caminho para alianças mais amplas com o PT do presidente Lula- fazem uma avaliação realista de que as chances de a candidatura emplacar ainda não são grandes, mas também não são mínimas.

Lula já disse ao presidente do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), que vê com simpatia a hipótese Ciro. Nesta semana pode haver a aguardada conversa entre Ciro, Lula e Campos para discutir a real possibilidade da candidatura.

Comentários dos leitores
A grande tragédia política deste país é a ausência de oposição ao governo. Logo o discurso da ministra Dilma é um discurso vazio. Os partidos políticos existentes aqui não passam de um aglomerado de oprtunistas e personalistas que, a exemplo do partido do governo, personalizam as ações visando potenciais negociatas.
Politicamente a representatividade é, de modo tácito, não passa de um discurso amorfo, vez que na prática o nosso congresso nacional adota a postura aristocrática.
Por certo a Ministra Dilma, ex-primeira Dama de Ferro da Guerrilha, gostaria de ter o apoio incondicional de todos os pseudos partidos políticos à sua candidatura.
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Bolinha da Lulu (678) 07/11/2009 13h44
Bolinha da Lulu (678) 07/11/2009 13h44
Texto da Folha;
"O que estarrece, e aí ficamos muito preocupados com a quadra vivida, é que uma decisão mandamental do Supremo tenha o cumprimento postergado."
Depois que passaram a mão na cabeça do Sarney e do Renan, agora enfrentam o STF.
NA VERDADE É UMA ENORME DESMORALIZAÇÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DA NAÇÃO. BASICAMENTE O MESMO QUE ACONTECEU EM HONDURAS. O TRIBUNAL DECIDIU, O EXERCITO EXECUTOU PELA METADE E AGORA O BANIDO RETORNA A PRESIDÊNCIA.
ESSE É O DESGOVERNO PETISTA, AGORA PROMOVE A DESTRUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES QUE COMEÇAM A FUNCIONAR.
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Leandro Gomes (34) 07/11/2009 12h26
Leandro Gomes (34) 07/11/2009 12h26
O FHC não precisa transferir votos porque ele simplesmente não tem.
Ninguém em sã consciência votaria nele.
Existe uma campanha ridícula em certos setores para fazer com que ele pareça um grande estadista, mas ele foi o pior presidente da história do país (até o Sarney e os militares eram melhores).
O que ele fez? Abriu o mercado? Iniciou as privatizações? Quem fez isso foi o Collor, tão demonizado. Mas esse sim deveria ser o ídolo dos liberais.
Plano Real? Aquele do governo Itamar Franco, do Ciro Gomes, do Rubens Ricupero? De onde surgiu que o mérito é do FHC? Só se for no delírio dos fãs.
Não é a toa que até mesmo os aliados do PSDB (como o Roberto Freire do PPS) tem vergonha do governo FHC, o próprio Serra dizia que ia implantar um governo de continuidade sem continuísmo na campanha para presidente e fugia de se associar a um governo tão impopular.
Todos sabem que as privatizações do FHC foram vergonhosas. Todos que trabalhavam em empresas públicas percebiam que ele não investia, sucateava ao máximo e enxugava o funcionalismo de forma irresponsável pensando unicamente em vendê-las desmoralizadas a baixo custo.
Outra que todos sabem é que ele quebrou o país e só foi reeleito porque foi chorar no FMI 3 vezes.
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