Brasil
09/07/2009 - 09h01

Saiba mais sobre a Revolução de 1932

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colaboração para a Folha Online

A Revolução Constitucionalista teve início em São Paulo no dia 9 de julho de 1932. O movimento, um dos mais cultuados pelos paulistas, teve como objetivo depor o governo do presidente Getúlio Vargas e reconstitucionalizar o país.

O conflito esteve relacionado à "Revolução de 1930", na verdade um golpe millitar de Vargas com o apoio de grande parte da elite nacional insatisfeita com a supremacia paulista nas decisões nacionais.

O golpe tirou do poder o então presidente Washington Luís --ex governador de São Paulo-- e impediu a posse presidencial do então governador paulista, Júlio Prestes.

Ao assumir, Vargas indicou interventores para cada Estado, pondo fim à autonomia dos entes federativos.

A elite paulista, irritada com o seu afastamento do poder e por não aceitar o interventor indicado por um chefe de governo não eleito, começou a patrocinar uma campanha para a convocação de eleições para uma nova constituinte.

Conflitos

O movimento acabou mobilizando todo o Estado. São Paulo começou a ser o palco de vários comícios pela Constituição. No dia em 25 de janeiro --aniversário da cidade-- um comício atraiu milhares de pessoas.

Insatisfeitos com as manifestações, o governo central iniciou a repressão, que culminou com o assassinato a tiros de cinco jovens no centro de São Paulo no dia 23 de maio daquele ano. Foram eles: Mário Martins de Almeida (Martins), Euclides Bueno Miragaia (Miragaia), Dráusio Marcondes de Sousa (Dráusio), Antônio Américo Camargo de Andrade (Camargo), Orlando de Oliveira Alvarenga (Alvarenga).

As mortes deram origem a um movimento que adotou para si a alcunha de MMDC, as iniciais que designavam os nomes esses jovens. Hoje, o movimento é chamado pelos historiadores de MMDCA.

Com a eclosão do conflito, no dia 9 de julho, a situação de São Paulo foi se deteriorando pouco a pouco. O interior do Estado, por exemplo, costumava ser invadido cada vez com mais frequencia pelas tropas federais.

A situação permaneceu assim até o dia 2 de outubro, quando a lideranças da revolta se renderam. O fim oficial do conflito, no entanto, aconteceu apenas no dia 4 com um saldo oficial de 934 mortos

 

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