Comissão que audita contas paralelas do Senado tem até morto
da Folha Online
Único instrumento de fiscalização das contas bancárias mantidas em sigilo no Senado, a comissão interna formada por um senador e dez servidores é uma peça de ficção. O grupo é integrado por funcionários que não mais pertencem aos quadros do Senado e até por um servidor morto em 2005.
Reportagem de Alan Gripp e Andreza Matais, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) informa que o grupo não se reúne há pelo menos cinco anos. Em tese, o colegiado deveria analisar as movimentações de três contas criadas para gerir as contribuições mensais dos funcionários que aderiram ao plano de saúde do Senado, mas essa tarefa coube exclusivamente ao ex-diretor-geral Agaciel Maia.
Como revelou ontem a Folha, as contas bancárias (duas na Caixa Econômica Federal e uma no Banco do Brasil) têm saldo de R$ 160 milhões e são movimentadas constantemente. As retiradas são realizadas sem controle e não há qualquer prestação de contas dos saques.
A comissão, a quem caberia cuidar desse controle, ainda tem a mesma composição de 2003. Ainda consta como membro Celso Aparecido Rodrigues, diretor financeiro do Senado. Ele foi designado para o Conselho de Supervisão do SIS (Sistema Integrado de Saúde) em agosto de 2003 e morreu dois anos depois.
Auditoria externa
Neste domingo, o Senado informou que vai contratar uma auditoria externa para analisar a movimentação de três contas bancárias paralelas da instituição criadas em 1997 e administradas por Agaciel Maia.
O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, divulgou nota neste domingo negando que as contas sejam secretas. O dinheiro dessas contas vem do desconto feito no salário de servidores da Casa para custear o plano de saúde. De acordo com Tajra, as contas do SIS (Sistema Integrado de Saúde) foram aprovadas pela Resolução do Senado Federal nº 86, de 1991, e publicado no Diário do Congresso Nacional.
Tajra afirmou que não há irregularidade no fato desses recursos não estarem no Siafi (sistema de acompanhamento dos gastos público). "Tais contas não são movimentadas via Siafi porque não se tratam de recursos públicos, mas recursos provenientes do desconto da contribuição mensal paga pelos usuários do SIS, que são os funcionários do Senado Federal e seus dependentes", afirmou.
O diretor-geral --o segundo sucessor de Agaciel-- sustenta que há controle na utilização do dinheiro do SIS porque são elaborados relatórios da movimentação das contas do que estão à disposição do seu Conselho de Supervisão.
"As movimentações dessas contas não se dão de forma livre. Elas somente são movimentadas mediante ofício dirigido aos bancos com as assinaturas do Diretor da Secretaria Executiva do SIS e do Dirigente do órgão operacionalizador, que no caso é o Senado Federal."
A Folha apurou que apesar dos descontos dos servidores, só uma pequena parte desse valor é usada para essa finalidade porque o Senado custeia quase a totalidade das despesas médicas de seus funcionários --a Casa tem orçamento próprio para isso. O saldo atual nessas contas representa mais de três vezes o gasto anual do Senado com despesas médicas, incluindo as dos senadores, de cerca de R$ 50 milhões.
A reportagem completa pode ser conferida na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
Leia mais notícias sobre a crise no Senado
- Senado diz que vai contratar auditoria para analisar contas sigilosas
- Sarney se reúne com aliados e diz que mandou abrir processo contra Agaciel e Zoghbi
- Senado cria contas ocultas e faz saques sem controle
Veja outras notícias sobre política em Brasil
- José Alencar espera receber alta na segunda-feira; Tuma e FHC visitam vice-presidente
- Proposta reduz Constituição de atuais 250 artigos para 75
- Ação propõe ao STF direitos à união estável entre homossexuais; ouça
Especial
- Veja o que há em nossos arquivos sobre o Congresso
- Acompanhe a cobertura da crise no Congresso
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


avalie fechar
Quero pedir um grande favor ao nosso País.
Eleitores: em nome da honestidade, da decência, da moral, peço encarecidamente que anotem os nomes de todos estes senhores e senhoras políticos envolvidos em escândalos, em falcatruas, corrupções e outros crimes que lesam a Pátria.
POR FAVOR, NÃO VOTEM NELES. NUNCA MAIS. SÓ ASSIM PODEREMOS MUDAR ESTE PAÍS. E fique de olho também em seus assessores, secretários, parentes, enfim, toda a turma. NÃO VAMOS MAIS PERMITIR ESTE ESTADO DE COISAS. NÃO VAMOS ELEGER PESSOAS DESONESTAS PARA QUALQUER CARGO PÚBLICO. PESSOAS COM PASSADO DUVIDOSO PARA QUALQUER CARGO PÚBLICO. PESSOAS RESPONDENDO POR CRIMES PARA QUALQUER CARGO PÚBLICO.
ESTÁ NA HORA DE TOMARMOS A INICIATIVA DE ARRUMAR O BRASIL PARA AS FUTURAS GERAÇÕES.
POR FAVOR, ANOTEM OS NOMES.
Só isso. Boa noite.
avalie fechar
avalie fechar