Líder petista diz que novas denúncias tornam CPI contra Yeda "urgente"
da Folha Online
O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Elvino Bohn Gass, afirmou nesta segunda-feira que as denúncias de Lair Ferst, um dos ex-coordenadores da campanha tucana em 2006, ao Ministério Público Federal, tornaram a instalação da CPI para investigar supostos atos de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB) mais urgente.
Até agora 17 dos 55 deputados da Assembleia assinaram o requerimento. Para instalar a CPI são necessárias 19 assinaturas.
Segundo reportagem do jornal "Zero Hora", Ferst relata à Procuradoria 20 supostas irregularidades que teriam sido cometidas na campanha de 2006 e no início do governo de Yeda. Ele conta desde sua aproximação da campanha até a suposta oferta de propina à governadora feita pelo grupo responsável pela fraude no Detran.
No relato, Ferst afirma que a casa de Yeda foi comprada por R$ 1 milhão, e não por R$ 750 mil, como está no contrato, e que a diferença foi paga com caixa dois.
"A governadora e os outros acusados ficam tentando desqualificar os denunciantes mas não explicam nada, não mostram documentos e sequer processam seus acusadores que, aliás, não são da oposição, como é o caso de Lair. Ele é tucano, mandava e desmandava no comitê de Yeda e está afirmando que tanto na campanha quanto no governo, a corrupção era uma prática constante", afirmou Bohn Gass.
O deputado disse que os novos indícios guardam absoluta conexão com as denúncias que não pararam de surgir desde que foi descoberta a quadrilha que roubou mais de R$ 40 milhões do Detran.
"Se alguém queria novas revelações, agora as tem de sobra. Os detalhes apresentados por Lair explicam alguns fatos que vieram à tona com as escutas telefônicas da Operação Rodin mas cuja extensão ainda não estava completamente definida. Novos nomes vão aparecendo e conexões vão se explicando. Precisamos da CPI até para que não se cometam injustiças e os verdadeiros responsáveis sejam punidos."
Outro lado
Em nota divulgada hoje, o governo do Rio Grande do Sul afirma que não há nada de novo na divulgação do jornal.
"Todas as supostas denúncias são fatos já mencionados no passado, sem qualquer comprovação, com o claro objetivo de criar dúvida e estabelecer desconfiança na relação do governo com a sociedade."
Segundo a nota, a eleição terminou e todas as contas da campanha eleitoral foram julgadas, auditadas pelos órgãos competentes e aprovadas, o que permitiu a diplomação da governadora.
"Em relação à compra da casa, o fato já foi investigado pelo Ministério Público Estadual, que determinou o arquivamento da investigação dado a legalidade comprovada pela análise da farta documentação disponibilizada pela governadora."
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É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
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