Brasil
06/07/2009 - 17h19

Arthur Virgílio diz que PMDB ameaça denunciá-lo ao Conselho de Ética para calá-lo

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), desafiou nesta segunda-feira o PMDB a denunciá-lo ao Conselho de Ética. Virgílio disse que tem recebido recados de pessoas ligadas ao PMDB de que pode ser alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar se não recuar na pressão para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se afaste do cargo.

Virgílio afirmou que ligou para o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e disse que esperava a ofensiva no partido até final da tarde de hoje. O líder afirmou que para ser calado terão que "cortar sua língua".

"Disse a Renan que se tiver que ser hoje será. Se alguém no PMDB tiver autorização para fazer isso, que faça. É uma notícia grotesca me imaginar processado pelo PMDB. Se querem me calar terão que cortar minha língua ou decepar as minhas mãos. Essa é a única forma de me calar", disse.

Virgílio poderia ser denunciado por ter recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia, manter um funcionário fantasma em seu gabinete e ter ultrapassado limites com gastos de saúde.

De acordo com a reportagem da revista "IstoÉ", Agaciel teria depositado na conta de Virgílio US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular a Paris, em 2003. A revista diz ainda que o Senado teria pagado R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.

A estratégia defendida por aliados do presidente do Senado seria dividir com o DEM a responsabilidade pela crise e constranger Virgílio.

Os aliados de Sarney passaram o fim de semana fazendo as contas e sustentam que até 54 dos 81 senadores estão do lado do peemedebista. Para evitar um novo desgaste para o presidente da Casa, ameaçam divulgar dados comprometedores contra senadores do DEM que comandaram nos últimos anos a primeira secretaria do Senado --que é uma espécie de tesouraria da Casa.

Para tirar Sarney do foco das denúncias esperam encontrar problemas nos contratos terceirizados, envolvimento no suposto esquema de fraude nos empréstimos consignados e decisões administrativas comprometedoras

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. sem opinião
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Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. sem opinião
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marco mion (18) 07/11/2009 08h56
marco mion (18) 07/11/2009 08h56
E o nome destes funcionarios fantasma? porque não publicam ou é mais um jogo politico? sem opinião
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