Governistas tentam antecipar votação de LDO para esfriar crise no Senado
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Na tentativa de esfriar a crise política que atinge o Senado, líderes governistas se movimentam para antecipar para o final desta semana a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) no Congresso. Com a análise da LDO, o Legislativo pode dar início ao recesso parlamentar do mês de julho.
A ideia dos governistas é tirar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do centro da denúncias de irregularidades e evitar a instalação das CPIs que vão investigar a Petrobras e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Pelo calendário do Congresso, a LDO deveria ser votada no dia 16, véspera do início do recesso.
O parecer da LDO que traça diretrizes para o orçamento que é encaminhado ao Congresso em no segundo semestre já foi apresentado na Comissão Mista de Orçamento e deve ser votado até quarta-feira.
O relator deputado Wellington Roberto (PR-PB), disse que vai propor um corte linear de 30% sobre previsão de gastos do governo. O corte vai atingir tanto as despesas com o custeio como os investimentos.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), vai reunir a bancada e defender que a oposição obstrua as votações. O tucano afirma que antecipar o recesso seria pior para a crise do Senado. "Se essas investigações não forem feitas até o fim, vão mergulhar o Senado num clima cada vez maior de desconfiança, intriga interna e desmoralização externa.
Segundo Virgílio, a oposição vai analisar o relatório antes de fechar questão sobre a obstrução. "Estamos de olho na qualidade técnica da LDO e nos aspectos políticos de pessoas que querem usá-la para se livrar de acusações. Temos que saber que projeto de LDO vão nos apresentar, se tem metas de inflação razoáveis, porque á LDO é a alma do futuro orçamento. Tem gente no governo muito interessada em antecipar a votação, na base do senta e levanta", disse.
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É de interesse nacional e em primeira mão:
- "Sarney mudou o grarda-roupa"
Muitas vezes a imprensa é criticada, no entanto, para essa matéria, permitam-me questionar:
-A imprensa não tem mais o que fazer?
Me desculpem.
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Entretanto, no caso de sua instalação, creio que deveria ser com quem não tem comprometimento nenhum com partidos políticos, melhor ainda se não possuirem filiação partidária, nem com o governo ou qualquer atividade direta ou indireta da administração pública, quer nacional, estaduais ou municipais.
Que seus integrantes não tenha nenhuma pretenção a cargo político e melhor ainda, se houver uma determinação de que não poderão se candidatar em pelo menos dois mandatos seguintes à promulgação da nova Constituição.
Pessoas representativas dos diversos setores da atividade, sem que estejam enganjadas em interesse de quem quer que seja, mesmo que seja de algum setor produtivo ou não.
INDEPENDENTE É INDEPENDENTE, PORTANTO, SEM NENHUM VÍNCULO COM AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS, SOMENTE ASSSIM CONSEGUIRÃO O SEU OBJETIVO.
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