Senado analisa proposta de redução de 40% nos gastos e corte de 29 diretorias
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 12h28.
O comando do Senado avalia um corte de 40% nos gastos da Casa. As áreas atingidas ainda não foram divulgadas. A expectativa é que seja anunciada redução nos números de gratificações e em contratos da Casa.
A estrutura administrativa também passará por mudanças. Das 38 diretorias, devem restar nove --sendo sete diretorias e duas com status de diretoria.
Os detalhes finais da reforma administrativas estão sendo negociados pelo Senado com a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), receberam hoje um relatório com sugestões apresentadas por servidores. Eles tentam diminuir o corte nas gratificações.
"Eu estou muito satisfeito porque os números estão muito próximos. Vocês não vão gostar, mas o número de diretorias vai ficar reduzido a sete diretorias e mais duas outras funções tradicionais que são procuradoria e controle interno, portanto, vamos ficar em nove diretorias, e as reduções de custos que chegarão a 40%", disse Heráclito.
A comissão de servidores reuniu 500 sugestões e defende cortes menores dos que já foram anunciados pela FGV. A fundação prevê uma redução de 31,6% nos cargos gerenciais, chegando a 412 funções, os servidores sugerem uma redução de 26,4%, ficando em 443 funções gerenciais.
Em relação às funções no segundo escalão da Casa, a FGV sugere que se reduza dos atuais 25,7% para 22,6% o que geraria uma redução de gastos de em média R$ 340 mil (31%). Os servidores querem uma redução de 11% nos cargos de alta hierarquia o que geraria uma redução de gastos de R$ 292 mil (27,4%).
Segundo Heráclito, as posições divergentes são naturais."É menor, mas é bem próximo, é menos de 10% a diferença de um pro outro. O importante é que com essas sugestões a gente chegue ao número ideal para o Senado", disse.
A FGV pediu um prazo de 20 dias para analisar a proposta dos servidores e fechar o texto final das mudanças que serão implementadas.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
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