Empresário diz ter "provas irrefutáveis" contra Yeda Crusius
FLÁVIO ILHA
colaboração para a Agência Folha, em Porto Alegre
O advogado Lúcio de Constantino disse ontem que o empresário Lair Ferst, pivô da crise envolvendo membros do governo gaúcho em denúncias de corrupção, tem provas contra vários personagens citados no inquérito da Operação Rodin, da Polícia Federal.
"As provas são irrefutáveis, fartas e esclarecedoras", afirmou o advogado, que defende Ferst no processo que corre em segredo de Justiça na comarca de Santa Maria. Ele disse que Ferst tem "cerca de duas horas" de gravações de diálogos envolvendo personagens que fazem parte do inquérito policial.
Questionado se as conversas envolveriam alguém com foro privilegiado, Constantino disse que é possível que haja "repercussão em alguém que tenha prerrogativa de função".
Na segunda-feira, o jornal "Zero Hora" divulgou um documento atribuído a Ferst listando 20 denúncias contra integrantes do governo gaúcho durante a campanha de 2006, incluindo a própria governadora Yeda Crusius (PSDB).
As acusações versam sobre arrecadação ilegal de recursos de campanha e formação de suposto caixa dois. O documento, segundo o jornal, foi encaminhado à Procuradoria Geral da República pelo Ministério Público no Rio Grande do Sul, para investigação.
Um dia depois, Yeda --que negou todas as acusações de envolvimento com corrupção-- anunciou que encaminhará documentos à PGR para, segundo ela, comprovar a "falsidade" das denúncias feitas por Ferst.
O advogado do empresário não quis citar nomes das pessoas gravadas nem identificar em que circunstâncias os diálogos foram obtidos.
Constantino disse que seu cliente está se sentindo ameaçado depois que a existência do documento foi revelada e que, para isso, contratou seguranças para ele e para sua família.
O advogado de Ferst disse que viu os documentos publicados pelo jornal no domingo à noite, mas continuou sem confirmar se eles são de autoria do empresário. "É um documento sigiloso. O Ministério Público é quem tem de esclarecer."
Constantino disse também que estuda a conveniência de pedir a nulidade do processo em razão do vazamento das informações sigilosas do processo. Segundo ele, o vazamento pode dificultar a produção de provas pela defesa ou até mesmo a realização de réplicas processuais. "Isso pode sim levar a um pedido de nulidade", disse.
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Isso é alguma novidade?
Qualquer coisa que envolva o governo Yeda, eles serão contra.
A armação feita no RS, é clara, sórdida e claramente favorável á um certo político que dizem, nos áureos tempos de governo militar, fugiu "de prenda" para o Uruguai...
Nada do que pessoas assim façam, deve causar estranheza.
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