Brasil
09/07/2009 - 04h01

Câmara aprova lei eleitoral que limita cobertura on-line

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

A Câmara aprovou nesta quarta-feira uma reforma eleitoral que cria regras para a campanha na internet e estabelece uma série de amarras para sua cobertura por portais, sites e blogs. Ampla e tratando de diversos temas, a lei confirma a possibilidade da doação oculta por meio de partidos, relaxa mecanismos de punição a partidos políticos (como a suspensão do Fundo Partidário) e reduz valores de multas eleitorais.

Parte do texto-base se dedica a regulamentar a campanha na internet. Mesmo não sendo concessão pública, a internet terá que se submeter às mesmas regras de rádios e TVs --e ficam liberadas ações em blogs e sites de relacionamento, como Orkut e Twitter.

"O jornalismo na internet é, foi e será permitido. [...] O que estamos propondo é que, além da liberdade, haja equidade", afirmou o relator do projeto, deputado Flávio Dino (PC do B-MA). "Demos um passo em direção à modernidade. A permissão para doar pela internet vai diluir o peso do setor empresarial nas campanhas", disse o deputado ACM Neto (DEM-BA), em entrevista à Folha (íntegra disponível para assinantes).

As regras se aplicam às empresas de comunicação. Na realização de debates, por exemplo, será necessário seguir o modelo das TVs, pelo qual dois terços dos candidatos de partidos com representação da Câmara precisam ser convidados --mesmo os "nanicos". No caso da internet, isso se estende a entrevistas e bate-papos.

Erros "irrelevantes" em prestações de contas serão ignorados, embora não se defina o que seja isso. Acaba a inelegibilidade para candidatos que deixarem dívidas de campanha. Também fica incluída em lei a garantia de que pessoas com processos em tramitação na Justiça poderão ser candidatas antes que as instâncias sejam esgotadas. Hoje, há apenas jurisprudência nesse sentido.

A ideia é que o Brasil adote um modelo semelhante ao que norte-americano que foi decisivo para a eleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. No ano passado, o democrata bateu todos os recordes de financiamento de campanha, arrecadando US$ 742 milhões de dólares. Ao menos 54% deste dinheiro veio de doações menores de US$ 200, geralmente feitas pela internet.

Para o deputado Dino, o uso da internet "democratizará" as campanhas, aproximará o representante do representado, propiciará diálogo entre as partes e incentivará a participação política de amplos segmentos da população, além de diminuir o custo das campanhas. A campanha na internet só será liberada a partir do dia 5 de julho de cada ano, a exemplo do que ocorre com outros veículos.

Pré-campanha

Será permitida ainda a pré-campanha. Em ano eleitoral será permitida entrevistas de pré-candidatos, reuniões, seminários e congressos custeados com recursos dos partidos, além de prévias partidárias. Atualmente, os candidatos só podem começar a divulgar suas candidaturas três meses antes das eleições.

O texto libera doações a candidaturas por cartão de crédito pela internet, por meio de formulário eletrônico. A regra é a mesma para as doações feitas pelos meios tradicionais: podem ser doados até 10% do rendimentos bruto e até 50% dos bens móveis.

Há ainda a proibição para que os candidatos utilizem imagens e voz de adversários em suas propagandas eleitorais.

O anteprojeto também estabeleceu que fundações que levam nome de candidatos ou sejam mantidas por eles ficam proibidas de distribuir bens em anos eleitorais. Os deputados fixaram ainda que 10% do fundo partidário --que reúne recursos para todas as legendas, divididos de acordo com o tamanho de cada partido devem ser aplicados na promoção da participação das mulheres na política.

A proposta prevê ainda que o TSE deve editar resoluções que tenham efeitos nas eleições até o dia 5 de março do ano eleitoral. Os deputados propõem ainda que o TSE disponibilize na internet as certidões entregues pelos candidatos sobre a existência ou não de processos contra eles.

Sobre as propostas que aumentam a participação das mulheres nas eleições, Dino informou que foi aprovada uma reserva de 5% do fundo partidário para promoção de atividades de incentivo à presença feminina na política e de reserva de 10% do tempo dos partidos para que elas possam se manifestar. "São dois grandes avanços. Hoje, esses percentuais são zero", ressaltou.

Após a votação dos destaques, o projeto será encaminhado à apreciação do Senado Federal. Se aprovado e promulgado até o inicio de outubro, as novas regras eleitorais já valerão para as eleições do ano que vem.

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Comentários dos leitores
Claudio Rocha (243) 13/11/2009 02h46
Claudio Rocha (243) 13/11/2009 02h46
Bem merece esse tipo de oposição parte da população que é preconceituosa elitista e egoista, oposição que se utiliza das midia para tentar igualar as situações e em relação a este apagão criar pararelos de forma a doutrinar os invigilantes sao invés de propor soluções, polilitizando de imediato a questão cria cortinas de fumaça para tentar justificar sua brutal incompetencia quando estavam no governo, e tirar proveito politico. Tentar igualar as situações só demonstra o que a cada dia fica mais evidente ao povo,ou seja partidarização de parte da imprensa, me lembro que durante meses no governo do psdb/fhc, em relação as eletricas pagavamos e não podiamos consumir esta é a realidade... quanto ao ocorrido terça feira, por questão de isenção, deveriamos aguardar posição final da parte de orgãos isentos da federação como do ministério publico ja que naquela ocasião ficou-se comprovado que os apagões ocorreram por falta de investimento mesmo após a privatização/entrega do setor energetico sem opinião
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Jose Humberto Vieira (30) 13/11/2009 00h45
Jose Humberto Vieira (30) 13/11/2009 00h45
12/11/2009 - 14h38
"Economist" transforma Cristo Redentor em foguete e diz que "Brasil decola"
Da Redação, em São Paulo
Capa da revista "The Economist"

A revista britânica "The Economist" dedica a capa de sua mais recente edição mundial ao Brasil. A publicação, especializada e referência global em assuntos econômicos, traz uma reportagem especial de 14 páginas sobre a situação econômica do país.
A revista chama o Brasil de "a maior história de sucesso na América Latina". A capa mostra uma montagem com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro (imagem do Brasil mundialmente conhecida) decolando, como se fosse um foguete. O título da capa é justamente "O Brasil decola".
A 'Economist" diz que o país que era só promessas começa a dar resultados, mas adverte que um dos riscos agora é o excesso de confiança.
A reportagem afirma que, há poucos anos, em 2003, quando o Brasil foi apontado pelo banco Goldman Sachs como um dos integrantes do grupo de emergentes que iria dominar a economia global, o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), havia dúvidas sobre essa capacidade. Agora, esse ceticismo foi superado e o país é lembrado como um dos últimos a entrar em recessão por causa da crise mundial e um dos primeiros a sair dela.
A revista cita as descobertas de petróleo no pré-sal (águas profundas no litoral) e as exportações para países asiáticos como elementos que vão estimular ainda mais o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. A previsão é que, a
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Sergio Torres da Silva (173) 13/11/2009 00h03
Sergio Torres da Silva (173) 13/11/2009 00h03
E agora D. Dilma, pintou-se de verde?
Tá dando voto né?
... mas quando a Marina queria vc. foi categoricamente contra. Vc. só não esperava q ela iria angariar tanta simpatia com este tema saindo do PT.
Como diria o poeta, "agora é tarde, Inez é morta."
Resta a vc. cuidar do apagão.
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