Brasil
09/07/2009 - 11h19

Nova denúncia contra Sarney rompe trégua da oposição e ameaça CPI da Petrobras

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A denúncia de que empresas fantasmas ligadas à família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teriam recebido ao menos R$ 500 mil desviados de recursos repassados pela Petrobras reforçou o impasse em torno da criação da CPI da Petrobras. A acusação pode fazer o PMDB recuar na pressão para que o PT liberasse o início dos trabalhos.

Aliados de Sarney dispararam telefonemas na manhã desta quinta-feira e não chegaram a um consenso. Estão divididos entre a avaliação de que a instalação da CPI pode trazer um novo desgaste para o presidente do Senado e a de que é melhor começar a CPI para diminuir os ataques da oposição e depois trabalhar para esvaziar as reuniões da comissão e evitar constrangimentos ao peemedebista e ao governo.

Os líderes dos governistas se reúnem nesta quinta-feira para fechar a estratégia. A oposição vai aguardar o fim deste encontro. Esperam que os governistas anunciem um acordo para a eleição do presidente e relator da CPI sem a necessidade de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Para o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), a nova denúncia aumenta a pressão para que Sarney se afaste do cargo e a necessidade para que a CPI funcione.

"Queremos credibilidade para as investigações das irregularidades que pesam sobre o comando do Senado. Agora, é preciso que se entenda que a CPI da Petrobras não vai investigar apenas esse fato do desvio de recurso. Ela vai investigar um rol de denúncias que precisam ser esclarecidas para o benefício da estatal", disse.

A oposição ameaça levar para o STF a discussão sobre a CPI da Petrobras. PSDB e DEM podem protocolar um mandado de segurança para garantir a substituição dos senadores governistas que adotaram a tática de não comparecer à reunião para impedir o início das investigações.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", os R$ 500 mil teriam sido repassados pela estatal para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney. O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.

A reportagem informa que a justificação de um saque de R$ 145 mil foi foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.

Procurada pela reportagem da *Folha Online*a assessoria de Sarney informou que a fundação comentaria o caso. Ao "Estado de S. Paulo", a fundação informou que foram "cumpridas todas as metas privilegiadas no contrato de patrocínio da Petrobras".

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
Carlos Franco Franco (673) 07/11/2009 10h08
SE ELE FEZ O QUE FEZ, QDO SE CANDIDATOU AO SENADO IMAGINA O QUE FARÁ SE FOR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO, ESPERO QUE TENHA APRENDIDO A LIÇÃO, E TOMOU VERGONHA. AH ESSES POLITICOS BRASILEIROS. sem opinião
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Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Luís da Velosa (1370) 07/11/2009 09h16
Pensei que a notícia seria: "O Senado abriu processo..." Mas, tudo bem. Nada pessoal, claro, com os "fantasmas". Acontece que o que interessa ao contribuinte brasileiro é se esse dinheiro malversado, delitivo, portanto, vai ser ressarcido. Se não for, que a apenação seja de tal forma educativa, v.g., trabalhar voluntariamente para pagarem o que devem, ou, se não aceitarem, a demissão do Senado, não somente do cargo comissionado. Tudo isso com a observância do devido processo legal. E mais: quem os empregou, quem os recomendou para fazerem assombrações no Senado? Esses, também, deveriam sofrer os rigores da lei, o que levaria à moraliização do quadro funcional da Casa das Leis. sem opinião
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marco mion (18) 07/11/2009 08h56
marco mion (18) 07/11/2009 08h56
E o nome destes funcionarios fantasma? porque não publicam ou é mais um jogo politico? sem opinião
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