Mercadante defende Petrobras e diz que fiscalização de repasses cabe à Cultura
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), saiu em defesa da Petrobras nesta quinta-feira e disse que a acusação de que parte dos recursos repassados pela estatal para a Fundação José Sarney teriam sido desviados não muda os debates sobre a instalação da CPI da Petrobras. Para o petista, o Ministério da Cultura é que precisa apresentar explicações.
Mercadante afirmou que espera uma resposta da Fundação José Sarney sobre a denúncia, mas tentou minimizar a responsabilidade da estatal na fiscalização da aplicação desses recursos. O líder do PT disse que a Petrobras repassa a verba, mas cabe ao Ministério da Cultura, que é o responsável pela Lei Rouanet, verificar se os gastos estão adequados.
"Temos que aguarda uma reposta da fundação antes de fazer uma avaliação dos desdobramentos políticos. A Petrobras Cultural cuida de acervos e monumentos históricos e a prestação de contas tem que ser feita com o Ministério da Cultura", afirmou.
O líder do PT disse que a denúncia não reforça os argumentos a favor da criação da CPI da Petrobras. "[A Petrobras] deve ter acompanhado a execução das atividades certamente, mas a prestação de contas é com o Ministério da Cultura. Estou aguardando pronunciamento da fundação [José Sarney], mas não vejo inicialmente nenhuma relação direta com o que estamos tratando [sobre a CPI]".
Segundo reportagem publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo", ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney teriam sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (AP). O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.
A reportagem informa que a justificação de um saque de R$ 145 mil foi foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.
Procurada pela reportagem da Folha Online, a assessoria de Sarney informou que a fundação comentaria o caso. Ao "Estado de S. Paulo", a fundação informou que foram 'cumpridas todas as metas privilegiadas no contrato de patrocínio da Petrobras'.
Reportagem publicada na edição de hoje da Folha, informa que a Fundação José Sarney tem como principal atração para o público, em vez de livros e o museu, uma festa julina idealizada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). A fundação recebeu R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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