Em nota, Sarney diz não ter responsabilidade por denúncias de desvios em fundação
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou nota nesta quinta-feira afirmando que não tem nenhuma responsabilidade administrativa pela Fundação José Sarney envolvida em denúncias de irregularidades com a Petrobras.
No documento, Sarney afirma que é presidente de honra da fundação que leva seu nome e os esclarecimentos devem ser "prestados pelos administradores constituídos". A Folha Online procurou a Fundação José Sarney para comentar as acusações, mas não teve resposta.
Segundo reportagem publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo" ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney teriam sido desviados para empresas fantasmas e e empresas da família do senador peemedebista José Sarney (AP). O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.
A reportagem informa que a justificação de um saque de R$ 145 mil foi foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.
Reportagem publicada na edição de hoje da Folha, informa que a Fundação José Sarney em São Luís (MA) tem como principal atração para o público, em vez de livros e o museu, uma festa julina idealizada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). A fundação recebeu R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.
De acordo com a reportagem, são realizados pela Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês, comandada por Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, funcionário do gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA). Lobão é aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o criador da fundação.
A Petrobras informou que o dinheiro foi destinado à preservação do acervo da biblioteca e do museu. A reportagem da Folha visitou a fundação numa quinta-feira e foi informada que a biblioteca estava fechada e sem previsão de funcionamento. Entre as peças em exposição na fundação estão cartazes de campanha, caricaturas e quadros de Sarney.
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Ministro, existe mais sabedoria em uma boca fechada, do que em aberta para externar opiniões pequenas e mesquinhas, sobre um assunto do qual não se tem o devido conhecimento.
Se não sabe o que diz, consulte assessores competentes.
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Ele é apenas uma caixa de ressonância da PTzada, não tem capacidade moral, ética, nem intelectual para questionar a Senadora.
Trata-se de uma pessoa nociva em todos os sentidos da palavra.
E claro, é uma ministro fajuto de um ministerio(sic) fajuto também.
Portanto não dêm confiança às estultices que esse elemento-ruim diz.
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