Oposição vai pedir ao Ministério Público que investigue novas denúncias contra Sarney
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
A oposição prepara uma nova ofensiva contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), diante das denúncias de que a fundação que leva o nome do peemedebista está envolvida em desvio de recursos da Petrobras. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que vai pedir ao TCU (Tribunal de Contas da União), ao Ministério Público e ao Conselho de Ética do Senado e à CPI da Petrobras que investiguem as acusações.
Virgílio disse que é praticamente consenso entre os maiores partidos da casa que o presidente do Senado precisa se afastar. "São denúncias muito graves que precisam ser esclarecidas. Vamos pedir uma ampla investigação de cada uma delas porque a cada dia aparece um fato novo contra o presidente Sarney", afirmou.
O tucano disse que Sarney está perdendo a autoridade para comandar a Casa. "O Senado precisa recuperar sua credibilidade e acima de tudo tranquilidade para tratar das coisas do país que são maiores do que problemas internos do Senado. Se as denúncias não forem esclarecidas, o presidente Sarney não vai ter autoridade para comandar o Congresso", disse.
A nova ameaça da oposição não parece intimidar os aliados de Sarney. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), minimizou as denúncias e disse que não há motivo para que o presidente do Senado seja investigado pela suspeita de desvio de recursos na fundação. Segundo Renan, Sarney está tranquilo e essas denúncias não devem reforçar a pressão pela saída dele do comando do Senado. "É um convênio legal que ocorreu dentro da lei. Se há denúncia, que se investigue, mas o presidente Sarney não tem responsabilidade alguma sobre a fundação", afirmou.
Sarney divulgou nota afirmando que não tem nenhuma responsabilidade administrativa pela Fundação José Sarney, envolvida em denúncias de irregularidades com a Petrobras.
A fundação é acusada de desviar ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural. O dinheiro teria sido desviado para empresas fantasmas e empresas da família do senador peemedebista. Segundo reportagem publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo", o dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.
A reportagem informa que a justificação de um saque de R$ 145 mil foi foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.
Reportagem publicada na edição de hoje da Folha informa que a Fundação José Sarney em São Luís (MA) tem como principal atração para o público, em vez de livros e o museu, uma festa julhina idealizada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). A fundação recebeu R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.
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Uma hora, é o "Filho do Brasil", outra é o "Filho do Sarney" que recorre ao STF para manter censura a jornal...
Se o STF, concordar com o pedido ou declarar que não é da "compretência" deles julgar, pode ficar certo que:
Acontecendo isto, o STF, deixaria de ser uma instituição isenta e confiável, e não segue mais nossa Constituição...
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