Jobim diz que impressão de voto prevista na reforma eleitoral é "retrocesso brutal"
da Agência Brasil
Atualizado às 23h02.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, classificou nesta quinta-feira de "retrocesso brutal" parte das mudanças aprovadas ontem (8) pela Câmara dos Deputados na Lei Eleitoral. Um dos pontos criticados pelo ministro é a impressão do voto pela urna eletrônica.
"Tem uma coisa que eu acho um retrocesso brutal, que é voltar ao sistema de impressão do voto. Isso é [...] um equívoco técnico e político. Só vai atrasar o processo eleitoral e não tem justificativa técnica. Vai criar problemas e não gerar soluções", disse o ministro.
De acordo com a proposta aprovada pela Câmara, a partir de 2014, os votos serão impressos pelas urnas eletrônicas. A impressão servirá para a conferência do eleitor e deverá ser depositada em outra urna.
A proposta prevê ainda que, após o fim da votação, seja realizada uma audiência pública para auditar 2% das urnas eletrônicas do país. A Justiça Eleitoral terá que analisar pelo menos três urnas de cada cidade. Antes de virar lei, a proposta de reforma eleitoral precisa ser aprovada pelo Senado.
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