Brasil
10/07/2009 - 07h40

Aécio critica "populismo" de Lula e quer coluna da oposição

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou ontem atos "populistas" do governo Lula e pediu que os 94 jornais que publicam coluna do presidente também deem espaço para a oposição.

Aécio, um dos possíveis candidatos tucanos à Presidência, disse que sugeriu isso a líderes do DEM --recebidos ontem por ele-- e do PSDB. Pediu que tentem conseguir espaço nos jornais para a oposição se posicionar sobre os mesmos assuntos tratados pela coluna de Lula.

O mineiro disse, em entrevista, que o país precisa de "gestão pública mais qualificada e menos populismo", citando o PAC e a publicidade do programa Luz para Todos. Então foi questionado se considerava a coluna de Lula um ato populista.

"Nós não vamos proibir o presidente de se manifestar", disse Aécio. "Se os jornais dão a ele esse espaço, que seja dado. Mas eu acho que, em benefício da democracia, para que não fique um discurso unilateral, poderia ser dado espaço no dia seguinte para que alguém da oposição fizesse comentário em relação ao que foi colocado."
Segundo o governador, isso impediria que fosse passada a ideia de que há "vinculação desses veículos com o governo".

"Seria importante que se abrisse o mesmo espaço para alguma liderança [de oposição] se manifestar", disse Aécio.

Na primeira coluna "O presidente responde", publicada na última terça, Lula falou sobre SUS, habitação e Copa, aproveitando para explicar supostas irregularidades na preparação dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Aécio disse que não colocou em dúvida as explicações de Lula sobre o Pan, mas que a oposição poderia dar também sua versão sobre o fato.

Ao falar dos atos populistas de Lula, Aécio se referiu às propagandas de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que pode ser uma das principais plataformas eleitorais do governo federal na eleição de 2010, quando deverá tentar eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

"Há muita propaganda que não corresponde às ações concretas que vão sendo tomadas", disse o mineiro, citando também a publicidade do Luz para Todos. Segundo o tucano, 70% do programa em Minas é custeado pelo governo estadual, mas a Eletrobrás e o governo não citam isso na propaganda.

"O governo [federal] entra com cerca de 30% e se apropria [do Luz para Todos], como se fosse ele, solitariamente, o responsável por esse programa."

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (636) 21/11/2009 19h08
Cassio Tavares (636) 21/11/2009 19h08
Cezar Marcelo, quer dizer que o Sr. Fernando Henrique disse pode-se conviver, SEM RECORRER AO VALE TUDO PARA GANHAR AS ELEIÇÕES. O que é isso seu Fernando Henrique. Estás brincando. Ah, a entrevista foi dada a Revista Veja ? Então não precisa explicar. Eu só queria entender. Aliás estão dizendo que essa revista vai passar a se chamar inVEJA. Tenho dito. E o mais triste Marcelo é voce divulgar uma barbaridade dessas aqui e acreditar nesse cidadão. Porque voce não passa um email para o Senador Alvaro Dias, seu irmão Osmar Dias ou o Senador Pedro Simon, antes de colocar a maior mentira dos últimos 100 anos aqui no forum ? Pergunte a eles só o seguinte : os senhores afirmam que o Sr. Fernando Henrique comprou os votos de vários parlamentares para viabilizar a sua reeleição ? Aviso : tenho todo o pronunciamento do Senador Alvaro Dias da tribuna do senado sobre a compra de votos guardado aqui comigo. Cuidado. sem opinião
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Gil Rocha (52) 21/11/2009 16h40
Gil Rocha (52) 21/11/2009 16h40
Senhor Claudio Rocha (20/11/2009-22h52), a elevação da carga tributária no governo do Presidente Fernando Henrique é tão pública e notória quanto a elevação da carga tributária do governo do Presidente Lula, aliás não citada por V. Sa. em seu comentário. Utilizando o mesmo raciocínio, que em economia não se faz milagres, podemos deduzir que a atual situação de bons resultados econômicos se deve mais a um aumento de taxas tributárias do que de gestão.
Quanto ao uso político desta polêmica como de tantas outras não é um fato recente como, digamos, de sete anos para cá. Da mesma forma, tudo que acontece de bom e ruim no país tem suas origens há 500 anos.
Por outro lado, já disse aqui neste espaço e repito que cada período governamental tem suas próprias circunstâncias o que torna ilógico compará-los. Daí, proponho dar a Cesar o que é de Cesar, a FHC o que é de FHC e a Lula o que é de Lula.
sem opinião
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A entrevista de Fernando Henrique Cardoso a Veja.com confirma que, há 8 anos atras, existiu vida inteligente no centro do poder. Também ensina que é possível fazer política sem revogar o convívio dos contrários, sem agressões e sem recorrer ao vale tudo para ganhar a eleição. Longe da aposentadoria, nem sequer examina a possibilidade de voltar a ocupar cargos públicos. "Cada um é bom para determinado momento", repete. "E o Brasil fica melhor a cada governo, até porque não para de crescer". Portador de um currículo sem parentesco com prontuários, o ex-presidente discorre sobre todos os temas invocados por adversários interessados em arranhar-lhe a imagem. Proer, Real, Proesp, LRF, Petrobras, Pronaf, privatizaçoes da Vale e das teles, etc e de todas as ações do PT contra sua gestão. Fala da criaçao dos programas sociais e da sua relutância na aglutinação em um único programa proposta em seu ultimo ano de mandato pela gestora(CEF) pois acreditava que "haveria apropriaçao politica dos programas" como atualmente. É mais uma evidencia que o Bolsa Familia já havia nascido em 2002, mesmo contra a vontade de FHC, que gostaria de ver os programas gerenciados por ministerios separados. Um passeio de quase duas horas pela história real do Brasil com escalas em numerosas estações, todas relevantes e verdadeiras. sem opinião
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