Brasil
10/07/2009 - 10h02

Projeto de reforma eleitoral permite que partidos gastem mais

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JOHANNA NUBLAT
FÁBIO ZANINI
FELIPE SELIGMAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O projeto da nova lei eleitoral, aprovado anteontem pela Câmara dos Deputados, concede benefícios financeiros a partidos políticos e elimina regras para o uso de seus recursos. Normas que privilegiam a aplicação de dinheiro em formação política dão lugar a investimentos na burocracia partidária. O projeto está agora no Senado.

A nova lei aumenta o limite máximo para aplicação do Fundo Partidário --dinheiro público destinado aos partidos-- em contratação de pessoal. O teto passa de 20% para 50%, às custas de recursos para propaganda política, alistamento eleitoral e campanhas.

Ficam preservados outros 20% do Fundo Partidário para fundações e institutos de pesquisa ligados a partidos, que, ao menos em tese, organizam seminários e preparam programas de governo. As fundações, porém, perderão uma outra fonte de receita, as sobras de campanha. Pelo projeto, elas poderão ser gastas pelos partidos da forma que quiserem.

Dois presidentes de institutos consultados pela Folha procuraram minimizar a mudança. "Nosso planejamento financeiro é feito com base no Fundo Partidário. Nunca recebemos dinheiro de sobras de campanha", afirmou Nilmário Miranda, presidente Fundação Perseu Abramo, do PT.

Luiz Paulo Vellozo Lucas, que preside o Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, é da mesma opinião. "Tem pouca sobra de campanha. Geralmente, existe mais falta de recursos." Outra facilidade aprovada na lei dá isenção de taxas bancárias para as contas específicas que devem ser abertas por candidatos para receberem doações e efetuarem pagamentos. Um dia após sua aprovação, o projeto recebeu críticas em diversos pontos.

Para Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, as mudanças na destinação dos recursos partidários são um sinal de que as legendas "não são para fazer reflexão".

O movimento também afirma que o novo texto permite que candidatos consigam o registro apenas com a apresentação de contas de campanhas eleitorais passadas, mesmo que tenham sido rejeitadas. A lei facilita ainda a aprovação de contas de campanha. É criada a figura da "aprovação com ressalvas", que não enseja punição, mesmo que haja problemas.

Voto impresso

No Judiciário, o ponto mais criticado é a criação de um dispositivo de impressão do voto computado na urna eletrônica. A partir de 2014, 2% dos votos serão apurados, como forma de auditar o resultado.

O ministro da Defesa e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Nelson Jobim, disse que a mudança "é um retrocesso brutal, um equívoco que vai atrasar a apuração". Em 2002, relatório do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou que o voto impresso, testado em 70 municípios naquele ano, provocou "vários inconvenientes", como filas maiores e maior percentual de urnas com defeitos.

Colaboraram LUCAS FERRAZ e FELIPE SELIGMAN, da Sucursal de Brasília

Comentários dos leitores
cacilda galiotto (54) 16/09/2009 09h58
cacilda galiotto (54) 16/09/2009 09h58
HO...HO... Agnaldo, fala pro Serra abrir todas as CPIS que estão engavetadas, já que ele não apoia currupão; acorda meu! sem opinião
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joao michelini (56) 15/09/2009 11h56
joao michelini (56) 15/09/2009 11h56
A partir da ANISTIA E DAS DIRETAS JA.
Surge uma NOVA CLASSE SOCIAL BRASILEIRA.. A DOS POLITICOS ...e que nos dias de hoje supera as demais classes. BAIXA, MEDIA E ALTA.
A CLASSE DOS POLITICOS PODE SER CONSIDERADA ALTA-ALTA - transferências de propriedades, sem exceção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação de recursos do ESTADO, MUNICIPIOS, UNIAO E ESTATAIS,PRIVATIZAÇOES. Apropriadas pelas máfias privadas dirigidas por PARTIDARIOS ALIADOS com a corrupção. Esses novos multimilionários saqueam ESTADOS MUNICIPIOS A UNIAO E GRANDES EMPRESAS ESTATAIS em milhões de dólares.O MEXICO E O BRASIL, são os dois países que privatizaram os monopólios públicos mais lucrativos, os maiores e os mais eficientes. Do total de 157,2 mil milhões de dólares nas mãos de 38 multimilionários latino-americanos, 30 são brasileiros. Alguns acumularam suas fortunas obtendo contratos governamentais, e outros através DE INFLUENCIA POLITICA BENEFICIANDO-SE de relações políticas e suborno de empresas públicas.
E O RESTO É RESTO
Classe alta - Classe média - Classe baixa - Miseráveis
E a CLASSE DE OTARIOS COMO NOS ELEITORES, QUE PAGAMOS POR TUDO ISSO..., QUE SE LASQUE, RECORRER A QUEM SE DOMINARAO TUDO.
EXECUTICO - LEGISLATIVO E ATE O JUDICIARIO COM O STF DANDO LHES COBERTURA...
NAS PROXIMAS ELEIÇOES
----VOTO NULO NESSA CASTA--------
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (1866) 15/09/2009 11h37
AGUINALDO VENANCIO (1866) 15/09/2009 11h37
PELO MENOS EM SP, O GOVERNO NAO APOIA ESCANDALOSOS E CORRUPTOS, E NAO TROCA-SE BOLSA-ESMOLA POR VOTOS! sem opinião
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