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Brasil
10/07/2009 - 10h34

Comissão vê indícios de alteração em local de sepultamento de guerrilheiros do Araguaia

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SERGIO TORRES
enviado especial da Folha de S.Paulo a Marabá

A comissão criada pelo governo federal para buscar ossadas de guerrilheiros no Araguaia encontrou ontem em uma clareira na selva, dentro de base do Exército, indícios de solo revolvido e remoção de terra. O local seria um possível ponto de sepultamento clandestino de guerrilheiros.

Há cinco anos, com apoio das Forças Armadas, uma comissão interministerial montada no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a pretexto de procurar ossadas dos cerca de 60 desaparecidos realizou, em segredo, ações no local. Essa comissão foi extinta em 2007.

Na ocasião, não houve acompanhamento de imprensa e parentes de guerrilheiros. As conclusões constam apenas de relatório, que circulou internamente e acabou na internet.

Antropólogos forenses do Instituto Médico Legal do Distrito Federal e geólogos da Universidade de Brasília constataram que, anos atrás, o solo da clareira foi alterado. Foi decidido que o local será escavado, possivelmente em agosto.

Os membros da comissão foram levados à clareira pelo general Mário Lúcio Araújo, que comanda o grupo de militares. Ele afirmou ter recebido ordem para levá-los ao "ponto pré-determinado" pelo Ministério da Defesa: a porteira da entrada da Base de Selva Cabo Rosa, na margem esquerda da rodovia Transamâzonica, sentido Tocantins. É uma área militar, de acesso restrito.

Especialistas em guerrilha do Araguaia, autores de livros sobre o tema, parentes de guerrilheiros e até militares que atuaram na repressão ao movimento do então ilegal PC do B falam que as Forças Armadas realizaram, anos após a guerrilha, uma "operação limpeza" para dar sumiço aos corpos.

Formada por 33 civis e militares, a comissão percorre o Araguaia desde terça-feira. O Ministério da Defesa determinou 14 pontos em que pode haver ossadas.

Sem tempo

O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou ontem que o prazo para as buscas não deve ser cumprido à risca, principalmente o trabalho de campo, que deve ser concluído até novembro. "Os prazos são elásticos", disse o ministro.

Comentários dos leitores
Haremhab Hassan (154) 20/10/2009 05h34
Haremhab Hassan (154) 20/10/2009 05h34
"Exército, a Marinha e a Aeronáutica podem ajudar a apurar os casos de violação aos direitos humanos, ocorridos no país após o golpe militar de 1964, que ainda continuam sem esclarecimentos."...pirou totalmente este cara!Desde quando comunista é um ser humano?Vai sonhando com a colaboração dos militares, lacaio de fidel!Este senil idoso não se toca mesmo, gasta uma fortuna com buscas por desaparecidos que sequer restam ossos e agora essa!Comuna de meia pataca, uma sugestão:imigre para Cuba, seu "paraíso democrático do povo"!Vai logo, pq no Brasil, vc e sua turminha não são de grande valia para nada. sem opinião
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Capitão Capitão (90) 19/10/2009 21h25
Capitão Capitão (90) 19/10/2009 21h25
VANNUCCHI QUER AJUDA DE MILITARES PARA ESCLARECER VIOLAÇÕES DURANTE A DITADURA
*
Como é delicioso constatar a incompetência destes comunas de araque.
Felizmente para a Nação Brasileira foram e continuam incompetentes.
Imaginem que após tanto barulho e dinheiro do povo gasto não conseguiu nenhum resultado e agora quer ajuda.
Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e rezando pelo minimanual do terrorista Carlos Marighela, Paulo Vannuchi deve aceitar a anistia como perdão aos erros cometidos por todos nós. Deve deixar de tramar contra a lei e a ordem.
Deve lembrar-se que direitos humanos não são primazia de comunistas criminosos.
Ministro abra os jornais e veja quanta gente morre e é enxovalhada no Brasil por incúria do Estado, esse mesmo Estado que você representa.
Se você não é capaz de entender a verdadeira razão de ser do cargo a que lhe investiram, demita-se.
Deixe de bazófia e vá à busca dos verdadeiros direitos humanos. Há muita coisa a ser feita, igualistarista de araque.
sem opinião
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Luiz Carlos Pasquim (189) 06/10/2009 11h36
Luiz Carlos Pasquim (189) 06/10/2009 11h36
Senhores não vamos radicalizar, volta dos militares, ditadura, NUNCA MAIS. Já pensou eu não podendo descer o "gatambú" em lulla como faço. Esta liberdade não tem preço, porem se deixar, lulla e os aloprados proibem de existir oposição, assim com em Cuba de El-Fidel. 82 opiniões
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