Brasil
10/07/2009 - 12h07

Aliados de Sarney vão usar regimento do Conselho de Ética para enterrar denúncias

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), dizem que as denúncias apresentadas contra ele no Conselho de Ética da Casa vão ser derrubadas com base no regimento do colegiado. De acordo com as normas do conselho, as denúncias devem ser arquivadas quando os "fatos relatados forem referentes ao período anterior ao mandato".

As três denúncias entregues ao conselho contra o peemedebista têm como foco fatos que ocorreram antes de Sarney ser reeleito em 2006. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), entregou duas reclamações contra o presidente do Senado.

Na primeira, responsabiliza Sarney pelos atos secretos por ter indicado em 1995 o ex-diretor-geral Agaciel Maia para o cargo. A outra diz que Sarney interferiu no Ministério da Cultura a favor da fundação que leva seu nome em 2005.

Para os aliados de Sarney, as denúncias deveriam ter sido analisadas na época dos fatos. Os interlocutores reconhecem, no entanto, que a representação do PSOL pode complicar a vida do peemedebista porque eles o acusam de ter quebrado o decoro ao utilizar os atos secretos para nomear e exonerar parentes.

De acordo com o PSOL, 15 pessoas ligadas diretamente ao presidente do Senado teriam sido beneficiadas com os atos, entre eles, o que nomeou seu neto João Fernando Sarney para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

O partido afirma que Sarney tem sido omisso diante da crise que atinge a imagem da intuição. "Sarney nada fez até o momento, se restringido a discursar sobre o problema afirmando ser uma questão institucional. Não anulou os atos, não tomou medidas saneadoras, deixando de preservar o Senado, bem como a integridade pública", afirma a representação.

Análise

O Conselho de Ética do Senado estava sem funcionar desde março --por falta de indicação dos integrantes por líderes partidários--, mas pode ser reativado na próxima semana. Com o enfraquecimento das cobranças de afastamento de Sarney, os aliados do peemedebista liberaram a recomposição do colegiado.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), indicou quatro senadores próximos que são considerados da sua tropa de choque. A Folha Online apurou que os aliados de Sarney querem acelerar a análise de uma denúncia e uma representação contra o peemedebista por quebra de decoro parlamentar que já estão na fila do Conselho de Ética e arquivar as acusações.

A reativação do colegiado também favorece a estratégia dos senadores ligados ao presidente da Casa de intimidar opositores que insistirem em desgastar sua imagem. Eles também seriam levados ao colegiado.

Comentários dos leitores
luiz breyner (12) 20/11/2009 17h05
luiz breyner (12) 20/11/2009 17h05
Essa notícia deve conter dados alarmantes pra esse para esse senhozinho feudal ficar tão preocupado. Coitado do Brasil, o atraso cria raízes profundas, os rastros da escravidão ainda nos atormenta e a política tem prestado grandes serviços de cobertura à bandidagem. sem opinião
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caio bastos lucchesi (252) 20/11/2009 15h59
caio bastos lucchesi (252) 20/11/2009 15h59
Neste momento grave há de existir união!
Esta FOLHA deve pegar a luva,e junto com outros
orgãos da imprensa,dar continuidade a matérias
sobre o CLÃ,de forma tão virulenta,que tambem
venham a ser vítimas da mesma violência,mos-
trando a nação que vivemos um regime de pré-
excepcionalidade...
sem opinião
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Fernando Fenerich (95) 20/11/2009 13h44
Fernando Fenerich (95) 20/11/2009 13h44
Como é que pode um zé mané do fim do mundo, cheio de processos nas costas, consegue censurar um jornal como o Estadão?
Somente com o apoio desta cambada que infelizmente está no governo
sem opinião
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