Planalto interfere na composição da CPI da Petrobras e cobra indicação de aliado fiel
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
A poucas horas da instalação da CPI da Petrobras, o Palácio do Planalto interferiu na composição dos cargos de comando da comissão. Interlocutores do governo procuraram o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e cobraram a indicação de um candidato extremamente fiel. O mais cotado é o senador João Pedro (PT-AM).
Renan articulava com outros líderes governistas a indicação o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e defendia que era preciso para o comando das investigações da estatal um senador mais independente ao Palácio do Planalto. O líder do PMDB acreditava que o nome não teria resistência porque o ex-presidente tem se aproximado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A relatoria deve ser repassada ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Em meio às negociações governistas, a oposição pretende lançar um nome --Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) ou Álvaro Dias (PSDB-PR)-- para disputar a presidência com o senador lançado pelo governo. Segundo Dias, a oposição quer marcar posição. "É uma candidatura em protesto à insistência do governo de não dividir os principais cargos da CPI", disse.
Para a reunião de instalação da CPI, a oposição preparou 25 requerimentos pedindo a cópia de todas as investigações da Polícia Federal e do TCU (Tribunal de Contas da União) contra a Petrobras, além de requisitar que as auditorias internas sejam disponibilizadas.
A ideia da oposição é destacar a imagem de caixa-preta da Petrobras e reunir documentos para que seus técnicos possam preparar um arsenal para constranger o governo e os diretores da estatal.
O material mais esperado pelos oposicionistas envolve as operações da Polícia Federal que investigaram fraudes em licitações e desvio de royalties de petróleo. Uma equipe de técnicos do PSDB já trabalha levantando detalhes sobre a execução orçamentária da estatal atrás de indícios de manobras ilegais.
Devolução
Após a instalação da comissão, a oposição deve oficializar a devolução da CPI das ONGs (organizações não-governamentais) e enterrar a CPI do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).
Os governistas tinham condicionado a criação da CPI da Petrobras a esses dois movimentos da oposição, mas trabalhavam para esvaziar as reuniões da comissão para adiar o início das investigações da Petrobras.
A oposição pretende reconduzir o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) à relatoria da CPI das ONGs. O presidente da comissão, Heráclito Fortes (DEM-PI), conduziu o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) à relatoria da CPI passando por cima dos governistas.
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Todos os dias vemos noticias de escandalos envolvendo nossos politicos com corrupção, lavagem de dinheiro, mensalao, propinas.
Mas numca noticiam os CORRUPTORES.
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Saudações
Dario
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