Oposição critica governistas por CPI "chapa branca" para investigar Petrobras
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
A oposição aproveitou o início dos trabalhos da CPI da Petrobras nesta terça-feira para afirmar que vai fazer uma investigação técnica, e não política da estatal. Os tucanos reclamaram que o governo emplacou uma CPI chapa branca ao concentrar os cargos de comando.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do pedido de criação da CPI da Petrobras, afirmou nesta terça-feira, durante a instalação da comissão, que a investigação da estatal é uma medida "patriota".
"É um ato patriótico investigar qualquer suspeita de irregularidade da maior empresa do Brasil. Temos que valorizar a empresa e recolocar no patamar técnico que ela sempre ocupou a empresa de maior domínio de exploração de petróleo em águas profundas", afirmou.
O tucano reclamou da resistência dos governistas em dividir com a oposição os cargos de comando da CPI. "O que lamentamos é o fato de não respeitarmos agora a tradição do Senado Federal, de que uma CPI tenha no seu comando, uma divisão de responsabilidade entre maioria e minoria. Sempre foi assim. A candidatura da oposição tem o sentido de marcar posição política em razão ao desrespeito à tradição. Não há pretensão de vencer no voto, já que o resultado é conhecido. É manifestar o inconformismo da atitude governista de não compartilhar para a realização dos trabalhos", disse.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também reforçou às críticas e chamou de golpe a exclusão da oposição nos cargos de comando. "Nas CPIs dos Cartões Corporativos, ONG's e Pedofilia, em todas elas coube uma das funções à minoria. Golpe parecido foi tentado com êxito na CPMI do mensalão, que não deu certo e se investigou contra a vontade do governo", disse.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que a CPI é necessária para preservar o patrimônio dos brasileiros. Guerra disse que a reação da CPI ao pedido de investigação foi inesperado.
"Nós não vamos ser responsáveis, não vai sobrar para nós a acusação de imprudentes. Nós não entramos nessa CPI de brincadeira, sabemos da importância dela, mas a reação à nossa iniciativa foi brutal, absolutamente desproporcional. Medidas extremas começaram a ser adotadas, a mais extrema de todas: o presidente da República afirmou que não cabia CPI nenhuma, que nós não desejávamos que a Petrobras funcionasse, que nós estávamos empenhados em danificar a Petrobras", disse.
Depois de quatro adiamentos, os governistas compareceram à reunião da CPI. O presidente interino, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), convocou a eleição do presidente.
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), apresentou o nome do senador João Pedro (PT-AM), para a presidência e do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), para vice-presidente. A oposição lançou o nome do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para presidência e do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) para vice-presidente.
A votação na CPI é secreta, mas a expectativa é que a chapa governista ganhe pela ampla maioria. Depois de eleito o presidente, ele terá que indicar o relator. A base governista fechou acordo e definiu que o relator será Jucá.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
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