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Brasil
14/07/2009 - 16h24

Eleito presidente da CPI, petista indica Jucá para relatoria e pede responsabilidade à oposição

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A ampla maioria governista na CPI da Petrobras confirmou nesta terça-feira a indicação do senador João Pedro (PT-AM) para presidir as investigações contra a estatal. Ele foi eleito por 8 a 3. João Pedro indicou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), para a relatoria da comissão --cargo mais cobiçado por definir os rumos da investigação.

A escolha do petista e do peemedebista segue a recomendação do Palácio do Planalto para que o comando da comissão seja entregue a fiéis aliados --que podem evitar eventuais constrangimentos futuros ao governo e aos diretores da empresa.

O petista marcou para 6 de agosto os inícios do trabalho da CPI. Ele elogiou a Petrobras e pediu responsabilidade para a oposição. "A responsabilidade não pode ser só do governo. Tem que ser dos 11 senadores, de tratar desta empresa. Sei da responsabilidade e por isso todos os parlamentares estão tratando deste assunto como estratégia para o Brasil. Esta empresa está presente em 28 países. Tenho a responsabilidade, como todos os outros senadores, de focarmos nas investigações, trabalharmos com um debate profundo com a transparência e verdade", afirmou.

João Pedro chegou a disputar o cargo com o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que foi indicado pela oposição como uma reclamação à orientação do governo para os governistas ocuparem presidência e relatoria.

João Pedro agradeceu a eleição e destacou sua ligação com o setor. "Quero agradecer apoio do PMDB, dos parlamentares que compõem esta CPI e dizer que estou indicado para fazer parte deste debate."

Na reunião, o presidente interino, senador Paulo Duque (PMDB-RJ) protagonizou um mal estar com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que lançou o nome da oposição na disputa. Duque quis iniciar a votação sem que os senadores pudessem defender seus escolhidos. Guerra reclamou aos berros e exigiu abertura da discussão dos nomes.

A instalação da CPI foi marcada pelos discursos da oposição em defesa da investigação e dos governistas na tentativa de assegurar que a comissão tem caráter político para tentar antecipar os debates da eleição de 2010.

O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), pediu prudência na CPI e disse que não vai deixar que a comissão se transforme em disputa eleitoral antecipada. 'Nós queremos prudência. Não é verdade que é tradição no senado que a minoria fique com um dos cargos. No governo passado, que éramos minoria, nunca tivemos a relatoria ou presidência de CPI', disse.

Para o presidente do PSDB, a CPI é necessária para preservar o patrimônio dos brasileiros. Guerra disse que a reação da CPI ao pedido de investigação foi inesperada. 'Nós não vamos ser irresponsáveis, não vai sobrar para nós a acusação de imprudentes. Nós não entramos nessa CPI de brincadeira, sabemos da importância dela, mas a reação à nossa iniciativa foi brutal, absolutamente desproporcional', disse.

Entrega

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que após a instalação da comissão, a oposição deve oficializar a devolução da CPI das ONG se enterrar a CPI do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).

Os governistas tinham condicionado a criação da CPI da Petrobras a esses dois movimentos da oposição, mas trabalhavam para esvaziar as reuniões da comissão para adiar o início das investigações da Petrobras.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (739) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
sem opinião
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 1 opinião
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Coitadinha da Srª Katia Abreu, chorou na tribuna"
Qdo ele ajuda a desapropiar terras, dos pequenos lá em tocantins, e incorpóra ao seu patrimonio, ai ele sorri né!
Vai vendo, tem uma Katia senadora, e outra ruralista, athá, sem nenhum interece, umm dá até para acretitar.
1 opinião
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