Publicidade

Publicidade
Brasil
14/07/2009 - 17h18

Oposição quer investigar repasses da Petrobras para Fundação Sarney na CPI

Publicidade

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de reforçar a imagem de caixa preta da Petrobras e pressionar o governo, a oposição apresentou nesta terça-feira na CPI da Petrobras requerimentos que envolvem além da estatal, o PT e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). São 22 pedidos de documentação da estatal e quatro de convocação, além de dois de convites de autoridades para prestarem esclarecimentos sobre denúncias feitas contra a Petrobras.

Os oposicionistas decidiram pedir que a CPI investigue a denúncia de que a Fundação José Sarney desviou recursos de um patrocínio cultural da Petrobras. A oposição pede cópia de todas as prestações de contas de verbas recebidas da estatal pela Fundação Sarney.

Os requerimentos solicitam ainda que os promotores João Guimarães Jr e José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo sejam convidados a falar sobre doações irregulares da estatal à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop); ligada ao PT, e o empresário Boris Gorentzvaig, da Petroplastic, para falar sobre a incorporação da Petroquímica Triunfo à Braskem.

Todos os pedidos serão votados pelo plenário da CPI após o recesso parlamentar que termina em agosto. Como o governo conta com ampla maioria, a expectativa é que sejam derrubados.

A oposição quer cópia de toas as investigações do Ministério Público, Polícia Federal, Tribunal de Contas da União que tem a estatal como alvo. Também foram requisitadas as auditorias internas que analisam a movimentação financeira da empresa.

A oposição defende a convocação dos empresários Valdir Lima Carreiro e Laudezir Carvalho Azevedo da Iesa Óleo e Gás; o gerente executivo de Comunicação Institucional da estatal, Wilson Santarosa; a secretária da Receita Federal, Lina Vieira; e do ex-gerente de Comunicação da área de abastecimento da Petrobras, Geovane Moraes.

Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do pedido de criação da CPI, técnicos vão utilizar o material para preparar um arsenal contra os governistas. "Só vamos impedir que o rolo compressor do governo atue se tivermos fatos concretos que desarmem os argumentos dos governistas. E sabemos que eles [fatos] existem", disse.

Comentários dos leitores
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h40
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h40
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. sem opinião
avalie fechar
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h37
Leon Diniz Diniz (427) 10/12/2009 19h37
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. sem opinião
avalie fechar
Freddy Grandke (231) 10/12/2009 10h13
Freddy Grandke (231) 10/12/2009 10h13
Vamos p´remiar o funcionário que não faz nada e é pago para fazer. As estradas brasileiras, com exceção de algumas, estão em péssimo estado. ISSO É SABIDO POR QUALQUER CAMINHONEIRO QUE RODA POR AÍ.
Então, como diz o Dep. Ronaldo Caiado, isto é uma atitude eleitoreira, que era condenada pelo próprio presidente Lula quando era somente um sindicalista.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (18114)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca