Grampo mostra negociação de cargo no Senado em ato secreto, diz jornal
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O vazamento de supostas gravações da Polícia Federal lança a suspeita de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), possa estar envolvido diretamente na edição dos atos secretos. Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", interceptações telefônicas realizadas durante a Operação Boi Barrica, com autorização judicial, identificaram telefonemas de Fernando Sarney para o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.
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Veja relatório sobre a responsabilidade sobre os atos secretos
Nas ligações, há indícios de que a família do presidente da Casa negociava com o ex-diretor a contratação sigilosa de parentes e afilhados políticos do peemedebista. Gravadas entre março e abril de 2008, as conversas apontam que Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, neta do presidente do Senado, teria conseguido empregar na Diretoria Geral Henrique Dias Bernardes, identificado pela PF como seu namorado.
Maria Beatriz teria feito o pedido ao pai, Fernando Sarney, e ao próprio avô. Sarney teria entrado na negociação e recebido a orientação de encaminhar o currículo de Bernardes para o ex-diretor-geral. Segundo a reportagem, Bernardes foi nomeado como assistente parlamentar 3 na Diretoria Geral do Senado, na vaga do meio-irmão de Beatriz e passou cinco anos recebendo R$ 2.700.
A Folha Online procurou a assessoria do presidente do Senado, que não quis comentar a denúncia.
A comissão de sindicância que analisou a responsabilidade pela edição dos atos secretos não apontou envolvimento dos senadores nas irregularidades. Para os técnicos do Senado, ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e cinco servidores foram os responsáveis.
O Ministério Público também decidiu investigar os atos secretos e pediu na semana passada à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para analisar as decisões. Também foi determinado que os atos não publicados sejam analisados individualmente para verificar quem foram os beneficiários e quais os motivos para que eles não fossem publicados.
Durante os trabalhos da comissão do Senado, o procurador da República no Distrito Federal José Robalinho Calvacanti recomendou que as investigações fossem aprofundadas para esclarecer melhor a ordem para esconder as decisões administrativas que serviam para nomear, exonerar afilhados e parentes dos senadores, além de aumentar salários e benefícios. "Pouco importa quem assinou os autos, mas é absolutamente necessário saber quem determinou e porque determinou sua ocultação", afirma o Ministério Público. A comissão ignorou a recomendação do procurador.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
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